Alemanha vai comprar no mínimo 40 aviões militares | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 20.03.2002
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Mundo

Alemanha vai comprar no mínimo 40 aviões militares

Depois de meses de discussão, é apaziguada a contenda sobre compra de aviões de transporte militar. Consenso entre os partidos políticos garante recursos para aquisição de 40 dos 73 Airbus A400M encomendados.

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Airbus A-400-M

Os partidos da coalizão de governo da Alemanha desbloqueram, na Comissão de Orçamento do Parlamento em Berlim, nesta quarta-feira (20), 5,1 bilhões de euros (US$ 5,049 bilhões) para a compra de 40 aviões de transporte para as Forças Armadas alemãs (Bundeswehr). Parte dos deputados da oposição democrata-cristã, social-cristã e liberal também votaram a favor. O partido neocomunista se absteve de votar.

O gabinete do chanceler federal, Gerhard Schröder, planeja comprar ao todo 73 Airbus A400M. Os recursos para os 33 restantes deverão ser aprovados pelo novo Parlamento a ser eleito em 22 de setembro e sob ressalvas.

O Partido Verde concordou, finalmente, em desbloquear a primeira parcela dos recursos para o maior projeto militar do gabinete vermelho-verde, depois de o chefe de governo e presidente do Partido Social Democrático (SPD), Schröder, ter ameaçado com um rompimento da coalizão de governo, na semana passada.

Os verdes só cederam, todavia, depois que, sob suas pressões, o ministro da Defesa, Rudolf Scharping (SPD), convenceu os parceiros da União Européia no projeto militar a eliminar a cláusula do contrato que custaria adicionalmente até 2 bilhões de euros à Alemanha, caso não comprasse todos os 73 aviões previstos no contrato.

França, Grã-Bretanha, Bélgica, Luxemburgo, Espanha e Portugal concordaram que a segunda parcela do dinheiro que falta para a Alemanha adquirir os Airbus saia do orçamento de 2003 e sob ressalvas do Parlamento. Esta condição vai ser incluída como uma nova cláusula no contrato e também constar numa declaração do governo Schröder ao Parlamento.

O representante do Partido Verde na Comissão de Orçamento, deputado Oswald Metzger, que ameaçava sepultar o projeto militar bloqueando os recursos, se deu por satisfeito com a nova regra. A cláusula eliminada do contrato também obrigava o novo Parlamento alemão a aprovar a soma restante de 4,3 bilhões de euros no orçamento de 2003 para a aquisição dos outros 33 aviões de transporte militar.