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Eurocopa

Alemanha usará futebol-força para conter holandeses

Völler decreta segredo sobre tática e time que usará na estréia da Alemanha na Eurocopa contra a Holanda, mas tudo indica que o objetivo será, antes de mais nada, anular o ataque holandês. Carioca será o único atacante.

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Ballack, o artilheiro da equipe

Sem grande potencial ofensivo, a Seleção Alemã deve apelar para uma das tradicionais qualidades do futebol nacional em sua estréia na Eurocopa, na terça-feira, no Estádio do Dragão, no Porto. O técnico Rudi Völler aposta no combate homem a homem para impedir que os habilidosos e rápidos atacantes holandeses passeiem no campo alemão.

Ele quer seu time entrando nas jogadas "100% para valer". "Temos de dar de tudo, até o limite do permitido, para impressionar os holandeses", reforça o armador Ballack.

O treinador vice-campeão mundial faz mistério, entretanto, sobre que esquema adotará. Ele alega que, no fim das contas, "tanto faz", pois seu sucesso dependerá sobretudo "da postura de cada um dos jogadores" em campo. O auxiliar técnico Michael Skibbe dá, porém, a pista: "Vamos aplicar uma tática com que sufocaremos o ponto forte dos holandeses, seu inacreditável ataque."

Mais um zagueiro, menos um atacante

Ou seja, a prioridade será defender-se. Embora os treinos estejam sendo realizados desde sábado a portas fechadas, prevê-se que Völler reforçará a defesa escalando mais um zagueiro, Baumann. O campeão alemão pelo Werder Bremen deverá formar com Hamann uma dupla à frente da linha de zaga, que terá Friedrich, Wörns, Nowotny e Lahm.

Em conseqüência, o ataque deverá ficar com um só homem, o carioca Kuranyi. Até porque os demais centroavantes ou têm tido dificuldades em acertar o gol nos últimos meses (Klose e Bobic) ou não possuem a necessária experiência internacional para um jogo desta relevância (Brdaric e Podolski).

Ballack, "o segundo atacante"

Os meio-campistas Schneider, Ballack e Frings devem puxar os contra-ataques e acionar Kuranyi. Völler deposita suas esperanças sobretudo na capacidade de finalização de Ballack, que com 19 gols é o artilheiro da equipe. "Independente se jogaremos com um ou dois centroavantes, o importante é que criemos situações para Michael Ballack chutar ou cabecear para o gol", afirma o técnico, campeão mundial como atacante em 1990.

Declarações de Ballack parecem confirmar a opção por um só atacante. "Temos de considerar esta opção", diz o armador. "Nos saímos bem com só um ponta contra a Inglaterra e a Bélgica. É boa alternativa, pois temos de ficar bem compactos no meio de campo", afirma.

Foi exatamente com este esquema que a Alemanha obteve em 2000 sua última vitória sobre uma das potências mundiais no futebol: 1 a 0 sobre a Inglaterra, em Londres, nas eliminatórias para a Copa do Mundo.

Técnico faz balanço positivo do time

Völler justifica sua opção pelo segredo. "Não quero inventar a água quente, mas não vamos revelar tudo, mesmo que o negócio hoje seja tão transparente. Talvez seja este um ou dois porcento que nos ajudará na terça-feira", diz o técnico. Ele acrescenta que, sem a presença da imprensa e curiosos nos treinos no Algarve, os jogadores "se sentem mais livres para fazer coisas que nem sempre dão certo".

E, para dar uma dose de otimismo na equipe e na torcida alemã, o treinador de 44 anos encontrou um bom argumento para combater a má impressão deixada pelas recentes derrotas de 5 a 1 para a Romênia e 2 a 0 para a Hungria em jogos preparatórios para a Eurocopa. "Até hoje só perdemos duas de 25 partidas oficiais. Toda a Europa e o mundo invejam este nosso saldo", avalia Völler, responsável pela Seleção Alemã desde o vexame da equipe no último campeonato europeu há quatro anos.

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