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Economia

Alemanha sobe no ranking mas está ameaçada

Relatório de Competitividade Mundial vê Alemanha ameaçada de perder terreno, embora o país tenha subido no ranking internacional.

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Em nenhum outro país o retorno de investimento para o empresário é tão baixo como na Alemanha

A Alemanha melhorou sua posição no ranking de competitividade mundial, segundo o relatório do Fórum Econômico Mundial, que analisou as perspectivas de crescimento de 80 países e foi divulgado na terça-feira (12). O país subiu da 17ª para a 14ª colocação, mas as condições gerais da economia — principalmente em comparação com os países mais competitivos da Europa, a Finlândia e a Suécia, — levam os especialistas a crer que a Alemanha vá recuar.

Isso já pode ocorrer "no ano que vem ou no seguinte, se as condições não mudarem", afirma Michael Porter, diretor do Instituto de Competitividade da Harvard Business School. "A Alemanha continua sendo uma potência econômica, mas estamos observando cada vez mais sinais de que sua competitividade está diminuindo", completa. O principal problema é o fosso crescente entre o potencial produtivo — neste quesito a Alemanha classificou-se em quarto lugar, perdendo apenas para os EUA, a Finlândia e o Reino Unido — e a piora das condições macroeconômicas.

Infra-estrutura deficiente e políticos indecisos

Ao lado de deficiências na infra-estrutura — tais como no sistema de ensino —, os especialistas vêem na falta de coragem dos políticos para tomar decisões que vão a fundo nos problemas um dos principais fatores de ameaça à Alemanha. "Os políticos alemães atribuem à situação da economia global a culpa por problemas que na verdade têm origem no próprio país. Em vez de atacarem os pontos fracos estruturais, a taxa de desemprego fica sendo mantida artificialmente baixa por meio de subvenções e ajudas estatais para firmas que estão nas últimas", critica Porter.

O resultado é a deterioração do clima para investimentos e uma diminuição da capacidade de inovação. Peter Cornelius, economista chefe do Fórum Econômico Mundial e ex-assessor do governo alemão em questões econômicas, declara-se especialmente preocupado com o baixo número de registros de patentes por firmas alemãs.

Custos sociais mais altos da Europa

Em nenhum outro país europeu o trabalho sai mais caro do que na Alemanha: por cada euro investido em mão-de-obra, o empresário tem um retorno de 4,29 euros. Na Itália, por exemplo, o retorno é de mais de sete euros, em Luxemburgo ultrapassa mesmo a marca dos nove euros.

Não há perspectiva de que a situação melhore sob este aspecto, pelo contrário: a partir de 1º de janeiro, as contribuições para a previdência social vão subir de 19,1% para 19,5% e as para o seguro-saúde, em média, de 14% para 14,3%, colocando a Alemanha em situação ainda mais desvantajosa em comparação com os demais países europeus.