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Alemanha

Alemanha se previne contra a gripe aviária

Universidades alemãs testam métodos para diagnóstico e prevenção da gripe aviária em pessoas. Chegada da epidemia à Europa ainda não foi confirmada, mas autoridades sanitárias já estão em estado de alerta.

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40 mil aves abatidas na Romênia

Após a eclosão da gripe aviária na Turquia e Romênia, a União Européia proibiu a importação de aves vivas da Turquia. Milhares de animais morreram ou tiveram que ser abatidos neste país, nos últimos dias. Cresce o temor que o surto se alastre e que o vírus sofra mutações, passando a transmitir-se entre seres humanos, com conseqüências fatais.

Numa reunião da equipe de emergência sanitária realizada nesta quarta-feira (12/10) em Bonn, representantes estaduais e da União decidiram reforçar o controle em aeroportos, nas auto-estradas e nas fronteiras. O vice-ministro da Defesa do Consumidor, Alexander Müller, disse após a reunião que ainda não há informações sobre a eclosão da gripe aviária na Europa. O principal perigo para a Alemanha, segundo ele, é que o vírus entre no país através do contrabando de alimentos e animais.

Projeto de dois milhões de euros

Cientistas da Clínica da Universidade de Frankfurt cooperam com parceiros de cinco países da União Européia, numa vacina que imunize os seres humanos contra a gripe aviária. O Instituto de Virologia Médica da universidade está trabalhando num antígeno de ação combinada, contra a gripe humana e a influenza aviária. O diretor do projeto em Frankfurt, Martin Michaelis, anunciou que se esperam para o final do próximo ano os primeiros resultados.

O contágio pelo vírus H5N1 da gripe aviária pode levar a sintomas graves nos seres humanos e até mesmo à morte. A transmissão da gripe aviária de pessoa para pessoa, observada na Tailândia, aumenta consideravelmente o perigo de um nova combinação dos vírus da influenza humana e da aviária.

O vírus atenuado da gripe humana – ou seja, numa forma que não mais se reproduz no corpo – compõe a base da vacina em desenvolvimento em Frankfurt. Antígenos da influenza aviária são então inoculados nesse vírus. Espera-se que os experimentos resultem numa vacina eficiente contra eventuais novas combinações viróticas.

O projeto está programado para dois anos, com custos de dois milhões de euros, dos quais 1,4 milhão de euros são fornecidos pela União Européia. O grupo internacional de pesquisadores é coordenado pela firma austríaca Green Hills Biotecnology.

Teste rápido para gripe aviária em seres humanas

Pesquisadores da Universidade de Leipzig já conseguiram desenvolver, após seis meses de trabalho, um teste rápido que permitiria detectar nos seres humanos o vírus da gripe aviária. O método é simples, podendo ser empregado por qualquer clínico geral. Este fará uma raspagem da garganta, enviando a amostra a um laboratório e obtendo o resultado em duas horas.

Cabe ainda constatar quão seguro é esse novo teste. Um empreendimento complicado, já que o número dos pacientes da gripe aviária em todo o mundo circula em torno de 150. Até agora os cientistas da Universidade de Leipzig examinaram quase 30 amostras de sangue. Em 100% dos casos, o novo método de diagnóstico mostrou-se confiável.

O chefe do grupo de pesquisa, Uwe-Gerd Liebert, explica: "Podemos afirmar que nosso teste não reage a outros tipos de gripe (humana). Estamos portanto certos que ele não é falseado por vírus 'errados'. Porém não sabemos quão preciso é, se reconhece 100 entre 100 casos de gripe aviária ou se apenas 95".

Perigo relativo

Liebert lembra que, no momento, somente pessoas expostas ao contato próximo e continuado com aves infectadas estariam sujeitas a contrair o vírus da gripe aviária. Porém, uma vez completado o salto entre as espécies, o vírus pode tornar-se extremamente perigoso para os seres humanos.

Seus sintomas são semelhantes aos da gripe comum. Porém o sistema imunológico humano não dispõe de defesas contra essa variante. Os medicamentos contendo inibidores de neuraminidase, empregados contra a gripe humana, são também eficazes no combate ao vírus aviário, porém apenas se aplicados nas primeiras 24 horas após o contágio.

Assim como o da gripe comum, o vírus da variante aviária pertence aos vírus da influenza A. Entretanto sua superfície é radicalmente distinta. Os causadores da gripe são classificados segundo substâncias protéicas distribuídas como espinhos em sua superfície, designadas pelas letras H e N. O vírus da gripe espanhola, o qual entre 1918 e 1919 custou cerca de 50 milhões de vidas, pertence ao tipo H1N1.

O responsável pela gripe asiática, que matou quatro milhões de pessoas em 1957, é do tipo H2N2, o da gripe de Hongkong de 1968 é o H3N2, enquanto o da gripe aviária designa-se pela abreviatura H5N1.

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