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Mundo

Alemanha retarda exportações bélicas para Israel

Governo israelense admitiu dificuldades nos fornecimentos de armamentos alemães e de outros países europeus. Não existe um embargo oficial, mas o atraso nas exportações bélicas seria anormal.

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Manifestação de crianças na Palestina nesta quinta-feira (11).

O diretor-geral do Ministério da Defesa de Israel, Amos Jaron, reclamou de dificuldades nos fornecimentos de armamentos da Alemanha e outros países europeus. "Não existe um embargo oficial, mas uma retardação nos fornecimentos", disse ele à rádio estatal israelense. Ele considerou anormal que o atraso nos fornecimentos bélicos para Israel "aconteça como conseqüência dos nossos combates ao terrorismo".

Jaron informou que estão sendo feitas negociações para resolver o problema das exportações européias de material bélico para Israel.

Uma porta-voz do Ministério da Defesa israelense havia dito, no início da semana, que os fornecimentos de motores, engrenagens e outras peças da Alemanha estão com um atraso de meses. O jornal israelense Yediot Aharonot noticiou que a Alemanha impôs um autêntico embargo de 120 componentes necessários para a montagem dos tanques de combate Merkava.

Sanções - A União Européia não exclui sanções contra Israel, como a suspensão dos privilégios comerciais previstos no acordo de associação, se as tropas israelenses não forem retiradas da Cisjordânia. Cerca de 27% das exportações de Israel são para os países da UE.

O Ministério da Defesa alemão em Berlim mantém-se reservado sobre a questão de um possível embargo contra Israel, para forçar um acordo de cessar-fogo. O chanceler federal, Gerhard Schröder, recomendou nesta quinta-feira (11) que se espere o resultado da missão do secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, no Oriente Médio, para discutir outros passos para uma solução do conflito israelense-palestino.

"Todos os esforços devem se concentrar agora no sucesso da viagem do chefe da diplomacia americana ao Oriente Médio", disse o chefe de governo alemão, em Magdeburgo, nesta quinta-feira. A meta principal, segundo ele, é deter a escalada do conflito e, a seguir, a reformulação do processo de paz.

"O importante é aplicar o que os EUA, a UE, ONU e a Rússia aprovaram em Madri na quarta-feira", acrescentou Schröder. Isso compreende um cessar-fogo imediato, retirada das tropas israelenses das cidades ocupadas nos últimos dias no lastro da Operação Muro Protetor e o fim dos atentados suicidas de palestinos.

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