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Mundo

Alemanha reforça segurança de instituições judaicas

França e Bélgica também intensificam vigilância policial das sinagogas. Rabino belga teme nova onda de anti-semitismo na Europa.

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Polícia alemã protege sinagoga na cidade de Essen, na Renânia do Norte-Vestfália.

A polícia alemã reforçou, nesta terça-feira (2), a segurança das sinagogas e outras instituições judaicas em vários estados do país. Trata-se de uma reação à escalada do conflito no Oriente Médio e aos ataques anti-semitas na França e Bélgica. O Conselho Central dos Judeus na Alemanha advertiu que os atos de violência ocorridos no fim de semana nos países vizinhos podem se repetir em território alemão.

O vice-presidente da entidade, Michel Friedman, pediu fortes medidas de proteção às sinagogas e outras instituições judaicas na Alemanha. "Quero advertir que isso que ocorreu na França e Bélgica pode se repetir também aqui", disse. Segundo Friedman, os fundamentalistas islâmicos mostram sua verdadeira face, ao transformar o conflito entre Israel e os países árabes numa guerra contra o judaísmo em todo o mundo.

A polícia da Baixa Saxônia elevou a segurança das instituições judaicas em todo o estado aos padrões adotados após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. O secretário do interior da Renânia do Norte-Vestfália, Fritz Behrens, do Partido Social Democrático (SPD), baixou um decreto, ordenando à polícia que revise a proteção dada a instituições judaicas e norte-americanas. O objetivo é sensibilizar os policiais e corrigir eventuais falhas no esquema de segurança.

Monumento profanado – Em Berlim, as instituições israelenses e judaicas ainda se encontram sob rigorosa proteção policial, em conseqüência dos atentados nos EUA. Segundo a polícia, as medidas então adotadas prevêem todas as eventualidades possíveis e imagináveis. Policiais armados, em parte, com armas automáticas, vigiam a Embaixada de Israel, a sinagoga da Oranienburger Straße, o centro comunitário e outros edifícios de judeus, que já foram cercados com grades de proteção. Além disso, carros policiais blindados circulam nesses locais.

Apesar disso, na madrugada desta terça-feira, desconhecidos pintaram a suástica num monumento que lembra a deportação em massa de judeus de Berlim. Localizado no jardim zoológico da capital alemã, o monumento já foi profanado várias vezes, nos últimos anos.

Mais vigilância – A França e a Bélgica também aumentaram sua proteção policial às instituições judaicas, depois dos ataques do fim de semana contra sinagogas, lojas e escolas judaicas. Na madrugada desta terça-feira, o portão de madeira do cemitério judeu de Schiltigheim, próximo de Estrasburgo, foi incendiado por desconhecidos. O governo francês colocou 1.100 policiais de prontidão para proteger instituições judaicas. As sinagogas de Bruxelas passam a ter vigilância policial 24 horas por dia.

Segundo o rabino superior de Bruxelas, Albert Guigui, os ataques anti-semitas na França e Bélgica não foram atos isolados e, sim, resultado de uma "política decidida". Ele teme uma nova onda de anti-semitismo na Europa e que a extrema-direita use essa série de atentados para fortalecer a xenofobia.

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