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Alemanha

Alemanha reforça esforços contra fome no mundo

Ministra da Agricultura e da Defesa do Consumidor assinou, em Berlim, convênio com diretor-geral da FAO, colocando à disposição do combate à fome parte dos recursos destinados pelo governo alemão à luta antiterror.

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O Afeganistão devastado é um dos alvos da ajuda alemã

Renate Künast, do Partido Verde e ministra alemã da Agricultura e da Defesa do Consumidor, está insatisfeita com os progressos alcançados até agora pela comunidade internacional no combate à fome no mundo. "Se as coisas continuarem como estão, não vamos conseguir chegar nem perto da meta de reduzir à metade o número dos famintos até 2015", declarou a ministra nesta quarta-feira (22), em Berlim.

Künast e Jacques Diouf, diretor-geral da FAO, a organização das Nações Unidas para a Agricultura, assinaram na ocasião um convênio em que o governo alemão se compromete a criar um fundo destinado a intensificar os esforços no combate à fome.

Este ano, estarão disponíveis para essa finalidade 8,5 milhões de euros. Esse dinheiro faz parte, segundo a ministra, dos recursos destinados pelo governo, após os atentados de 11 de setembro, à luta antiterror.

O convênio prevê ajuda do governo alemão a projetos de produção de gêneros alimentícios e sua distribuição em regiões rurais. Parte dos recursos será empregada no fornecimento de sementes no Afeganistão, a fim de dar impulso à produção de cereais no país.

Cerca de 800 milhões de pessoas passam fome no mundo, 24 mil morrem diariamente em conseqüência da subnutrição. O número de famintos reduz-se em apenas 6 milhões ao ano, mas seria necessário que houvesse 22 milhões de famintos a menos por ano, para atingir a meta que a comunidade internacional se impôs na Conferência Mundial da Alimentação realizada em Roma em 1996.

Agora, a menos de três semanas da próxima conferência da FAO (10 a 13 de junho), a ministra alemã voltou a defender a instituição de um código de comportamento que estabeleça como princípio de validade internacional o direito à alimentação. Um simpósio convocado por Künast, do qual participam 250 especialistas de 74 países, debate esse assunto em Berlim até quinta-feira (23).

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