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Mundo

Alemanha redobra esforços para normalizar relações com EUA

Berlim busca mediação de Londres no conflito com Washington e oferece assumir maior responsabilidade na luta contra o terrorismo, no encontro da OTAN, em Varsóvia.

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Ministro Struck (centro), ignorado pelo colega americano no encontro da OTAN, em Varsóvia

O chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, pretende apelar para o intermédio da Grã-Bretanha, a fim de superar a crise política com os Estados Unidos. O principal tema do encontro de Schröder com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, nesta terça-feira em Londres, é a crise com o Iraque.

Uma das medidas de Berlim para reatar os laços com Washington é sua disponibilidade em assumir – junto com a Holanda – o comando das tropas internacionais de proteção no Afeganistão. A proposta foi apresentada nesta terça-feira (24), pelo ministro alemão da Defesa, Peter Struck, no encontro informal da OTAN, em Varsóvia.

EUA recusam conversa com Alemanha

A crise com Washington foi desencadeada pela rejeição alemã a um ataque militar contra o Iraque e agravada pela ministra da Justiça da Alemanha, Hertha Däubler-Gmelin, que teria comparado a postura belicista do presidente norte-americano, George Bush, com Hitler. Para tentar contornar a situação, a ministra pôs o cargo à disposição após a eleição.

No entanto, o agravo toma dimensões inesperadas. Antes do encontro de Varsóvia, o secretário norte-americano de Defesa, Donald Rumsfeld, reiterou que as relações entre Berlim e Washington estão "envenenadas", recusando-se a se encontrar pessoalmente com o ministro alemão Peter Struck. Até agora, o governo em Berlim não foi parabenizado oficialmente pela Casa Branca por sua reeleição.

Após a recusa norte-americana de uma conversa bilateral em Varsóvia, Struck declarou que os Estados Unidos, como país democrático, terão que conviver durante os próximos quatro anos com o governo reeleito da Alemanha. O ministro ressaltou que a oferta alemã de assumir maior responsabilidade militar no Afeganistão representa um gesto político e uma significativa contribuição para não sobrecarregar militarmente os EUA e a Grã-Bretanha.

Varsóvia: tropa de intervenção fora do domínio da OTAN

No encontro de Varsóvia, os EUA propõem a composição de uma nova tropa internacional para intervenções militares fora do território da OTAN. Segundo a proposta, a tropa altamente móvel de 21 mil soldados seria enviada a regiões em crise ou ameaçadas por terrorismo. Uma brigada de emergência de 5 mil soldados estaria em permanente estado de vigilância, pronta para entrar em ação dentro de sete a 30 dias.

A proposta norte-americana já recebeu o apoio de 13 países, inclusive da França, de acordo com informações do Pentágono. A Espanha defende que a proposta seja submetida à UE, que já planeja a constituição de uma tropa de paz européia. O ministro alemão da Defesa considera "interessante" a proposta a ser submetida à apreciação do governo em Berlim.

Os ministros da Defesa dos 19 países da OTAN estão reunidos até quarta-feira (25) em Varsóvia, a fim de discutir a crise com o Iraque e a proposta norte-americana de compor uma nova tropa internacional de intervenção. De acordo com informações polonesas, o secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, pretende divulgar informações sobre o arsenal iraquiano de armas de extermínio. O encontro informal de Varsóvia vai preparar a próxima cúpula da OTAN, a ser realizada em novembro, em Praga.

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