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Mundo

Alemanha quer o fim da conexão holandesa das drogas

A Alemanha e a Holanda pretendem cooperar no combate ao contrabando de drogas para a Europa.

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A importação de drogas via Amsterdã deve ser coibida

O aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, é inegavelmente um dos destinos favoritos do contrabando de drogas além-mar. As Antilhas Holandesas, ilhas localizadas no Caribe, são a via ideal para o embarque de drogas procedentes da Colômbia.

Durante encontro em Berlim, o ministro da Justiça da Holanda, Piet Hein Donner, e o ministro do Interior da Alemanha, Otto Schily, exigiram uma vistoria mais rigorosa da carga e bagagem já no país de origem.

Contrabando via Amsterdã

O ideal seria que o chamado “mula”, a pessoa paga para fazer o contrabando, nem tivesse a possibilidade de embarcar em uma aeronave rumo a Amsterdã. Em último caso, até as compahias aéreas deveriam ser pressionadas a colaborar, sugeriu Schily.

Cerca de 200 "mulas" são descobertas a cada mês no aeroporto de Schiphol (Amsterdã), revelou Donner. As cadeias estão há tempos lotadas e a quantidade de droga apreendida é considerável. Estima-se que a cada ano circulem pelo aeroporto de Amsterdã mais de 20 toneladas de drogas. Para se ter uma idéia, isto representa pelo menos 10% de toda a droga que chega à Europa.

Cooperação bilateral

Com o intuito de tentar coibir a ação dos contrabandistas e conseguir colocá-los atrás das grades, a Alemanha e a Holanda pretendem desenvolver uma parceria. Policiais de ambos os países devem cooperar, facilitando a troca de informações e até participando juntos de ações de controle e fiscalização.

Tal cooperação bilateral já mostrou bons resultados em outros países, frisou Schily, lembrando que a Alemanha recentemente fez um acordo semelhante com a França e já mantém algo similar com a Polônia e a República Tcheca. “Seria bom se tivéssemos com a Holanda um acordo deste tipo”, frisa o ministro alemão.

Coffeeshops: pomo de discórdia

Se por um lado os ministros concordam quanto à necessidade de incrementar o controle para combater o contrabando de drogas, o mesmo não se pode dizer a respeito dos chamados Coffeeshops, locais espalhados pela Holanda onde a maconha é vendida para consumo pessoal.

Enquanto Schily classifica estes pontos como uma concessão ao consumo de drogas, considerando-os um erro na estratégia do país vizinho, Donner afirma que esta é uma maneira de manter a situação sob um certo controle. “Eu preciso acrescentar que essa é uma questão dos holandeses e não um problema dos países vizinhos", acrescentou.

Os turistas e as drogas

Assim como na Alemanha, o consumo de drogas é proibido na Holanda. A diferença é que os promotores holandeses decidem sobre a gravidade de cada caso, avaliando se vale a pena levar adiante ou arquivar o processo.

Uma idéia proposta pelo ministro da Justiça holandês é distanciar os turistas dos Coffeeshops. Muitos aproveitam a venda legal de maconha para fazer estoque e levar a droga para seus países de origem, a Alemanha inclusive. Schily, por sua vez, mostrou-se um tanto cético quanto à possibilidade de se evitar esse "turismo das drogas".

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