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Alemanha

Alemanha prorroga até 2007 presença militar no Afeganistão

Com grande maioria, os parlamentares alemães aprovaram a permanência de seus soldados por mais um ano no país asiático, sob ordens da Isaf. Segurança cada vez mais precária suscita crítica de diversos políticos.

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Exército alemão na capital afegã

A câmara baixa do Parlamento alemão aprovou nesta quinta-feira (28/09), por grande maioria, a prolongamento da missão de paz do Exército alemão no Afeganistão. Dos 572 deputados do Bundestag, 492 votaram a favor da decisão, diante de 71 votos contrários e nove abstenções.

O mandato para os soldados alemães no Afeganistão, que se encerraria em meados de outubro, será assim prolongado por mais 12 meses, por requerimento do governo federal.

O ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, instou a que se reforce o engajamento no Afeganistão, apesar de todas as dificuldades. Dentre as vitórias da missão até o momento, ele contou o fato de sete milhões de crianças e adolescentes estarem recebendo a instrução escolar que lhes foi negada pelo regime talibã.

"Não podemos recuar", insistiu Steinmeier por ocasião da sessão, admitindo, porém: "Após cinco anos de trabalho de reerguimento, é verdade que todos nós desejaríamos estar mais longe do que estamos".

Antes da votação, as lideranças de praticamente todas as bancadas, excetuadas as da esquerda, haviam sinalizado aprovação. Entretanto, verdes e liberais-democratas (FDP) exigiam um balanço parcial crítico.

Ataques diários e pessimismo

Afghanistan Selbsmordattentat in Kabul Autobombe

Atentado suicida em Cabul

A fato de a conjuntura de segurança no país asiático ser a pior desde a queda do talibã suscita reservas também por parte do Partido Social Democrata (SPD) e dos conservadores cristãos (CDU/CSU). Os soldados da Isaf sofrem ataques quase diários por parte dos rebeldes. Terroristas assassinam políticos locais ou perpetram atentados suicidas.

Antes da votação no Parlamento, diversos políticos exigiam a retirada imediata das tropas alemãs. O ex-vice-ministro da Defesa Willy Wimmer (União Democrata Cristã) declarou ao jornal Münchner Merkur que votaria contra a prorrogação: "Precisamos de uma nova concepção para evitar que a situação saia do controle".

O social-cristão Peter Gauweiler disse considerar a operação arriscada e, no fundo, já fracassada. "Não há mais como vencer o conflito no Afeganistão", comentou ao jornal Süddeutsche Zeitung .

O social-democrata Walter Kolbow tampouco excluía a possibilidade de um fracasso da missão, que poderá "descambar, caso continue diminuindo a sua aceitação, não só naquele país, como aqui". Para ele, 2007 será um "ano-chave".

Mudança de estratégia

O embaixador alemão no Afeganistão, Hans-Ulrich Seidt, também revelou-se pessimista quanto aos perigos na região. Pode ser que nos próximos 12 a 18 meses o governo perca o controle sobre o país, revelou ao comitê de segurança do Bundestag. Caso não haja revisão do programa de segurança, poderá ocorrer "uma catástrofe", crê o diplomata.

Paralelamente à votação no Bundestag, os ministros da Defesa dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se reuniram em Portoroz, Eslovênia, para debater a situação. O secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, se pronunciara pela ampliação da missão a todo o país.

Pouco antes da conferência, o chefe de pasta da Alemanha, Franz Josef Jung, apelou no canal de televisão ZDF por um novo procedimento no Afeganistão. "O lema deve ser: segurança e reconstrução". A Otan tem que mudar sua estratégia neste sentido, "a fim de que os afegãos vejam que não somos ocupadores", aconselhou Jung.

Fontes inesgotáveis

Atualmente 2884 militares da Bundeswehr estão mobilizados para o Afeganistão, sob o comando da força internacional de paz Isaf. Ao todo, 17 mil soldados de 30 nações se encontram no país.

Sobretudo os seis mil que, no sul, preparam o terreno para a instalação de um comando de reconstrução, enfrentam resistência inesperadamente violenta da milícia talibã. As fontes de jovens combatentes de que dispõe o movimento radical islâmico parecem inesgotáveis, comentam fontes de Bruxelas.

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