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Economia

Alemanha precisa de flexibilidade, diz DaimlerChrysler

Diretoria e funcionários da DaimlerChrysler chegaram a um acordo que permitirá à empresa poupar 500 milhões de euros por ano a partir de 2007. Ambas as partes consideram o acordo único no país.

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Jürgen Schrempp: 'operar no ritmo da demanda'

As negociações entre a diretoria da DaimlerChrysler e seus operários finalmente chegaram a um fim. O acordo, que permitirá à montadora reduzir os gastos em 500 milhões de euros por ano a partir de 2007, prevê a redução em até 10% do salário dos executivos e garante estabilidade de emprego na fábrica de Sindelfingen até 2012.

Os cerca de 20 mil funcionários dos setores de Desenvolvimento e Planejamento voltarão ao esquema de 40 horas de trabalho semanais. Além disso, prestadores de serviço – tais como empregados do refeitório e da prensa – terão de trabalhar por salário menor que o de operários da linha de produção de veículos.

Alemanha precisa de flexibilidade

Os dois lados mostraram-se satisfeitos com o acordo. Referindo-se à atual polêmica alemã sobre a duração da jornada de trabalho, o presidente mundial da DaimlerChrysler, Jürgen Schrempp, disse que "a Alemanha não precisa de regras que determinem o tempo de trabalho nas empresas ou a duração das férias dos funcionários. Do que o país urgentemente necessita é de flexibilidade para permitir que as empresas operem no ritmo da demanda".

A Alemanha, acrescentou Schrempp, tem de convencer o operariado da necessidade de abrir mão de certos benefícios para fortalecer a indústria alemã e assegurar, a longo prazo, a perspectiva de bem-estar social. Ele classificou o acordo como "modelo".

Erich Klemm

Erich Klemm, presidente do Conselho de Funcionários da DaimlerChrysler

Também o presidente do Conselho de Funcionários da DaimlerChrysler, Erich Klemm, diz-se satisfeito com o resultado, que não afetou o acordo coletivo. Só o presidente da Mercedes, Jürgen Hubbert, lamentou: "Da diferença anual de 72 horas de trabalho entre Bremen e Sindelfingen, ainda restam 42".

"Uma grande ajuda"

Segundo o diretor do Instituto alemão de Pesquisa Automobilística (IFA), Andreas Bremer, trata-se com certeza de "uma grande ajuda" aos funcionários, que terão emprego garantido por oito anos. "Isso já é muita coisa", disse.

Para Bremer, entretanto, a saída encontrada pela DaimlerChrysler não seria um modelo ideal, transferível a outras empresas automobilísticas alemãs, tais como a Volkswagen. "Os problemas da Volkswagen não têm que ver com cortes de pessoal, eles são de natureza estratégica", disse Bremer à DW-TV.

Sindicato havia ameaçado

Demonstration bei Daimler in Sindelfingen

Funcionários da DaimlerChrysler protestam na unidade de Sindelfingen

A DaimlerChrysler havia imposto a diminuição dos gastos em 500 milhões de euros como condição para não transferir a fabricação da nova linha Mercedes classe C – e junto a ela 6 mil dos 30 mil empregos oferecidos na unidade de Sindelfingen – para a África do Sul ou para a fábrica de Bremen. O Sindicato dos Metalúrgicos da Alemanha, IG Metall, havia ameaçado interromper novamente a produção na unidade, caso um acordo não fosse alcançado até esta sexta-feira (23).

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