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Mundo

Alemanha perde dois agentes de elite no Iraque

Ambos faziam segurança de diplomatas. Comboio com destino a Bagdá foi atacado. Testemunha diz que míssil atingiu carro dos agentes da tropa de elite GSG-9. Berlim admite possibilidade de morte.

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Falluja está bloqueada por tropas americanas

Após a confirmação pelo Ministério do Exterior do desaparecimento desde quarta-feira de dois policiais alemães no Iraque, o Ministério do Interior admitiu, em Berlim, que ambos – membros da unidade de elite antiterror GSG-9 – estão possivelmente mortos. De acordo com a agência de notícias francesa AFP, uma testemunha jordaniana teria visto um míssil atingir o carro dos agentes alemães.

Não haveria razões para crer em seqüestro, como vem acontecendo com outros estrangeiros. O enviado especial da tevê alemã ARD a Bagdá informou que os rebeldes iraquianos divulgaram, neste sábado, um novo vídeo em que afirmam ter em seu poder 30 reféns, nenhum deles alemão. Para libertá-los, eles exigem a retirada das tropas de ocupação do Iraque.

A testemunha citada pela AFP seria um motorista que fazia parte do comboio que levava três diplomatas alemães da capital da Jordânia, Amman, para Bagdá. De acordo com o relato, eles viajavam num Mercedes, enquanto os dois agentes do GSG-9 seguiam num jipe Land Cruiser e outros guarda-costas jordanianos iam num BMW. Todos os três carros seriam blindados. O comboio incluía ainda outros três veículos utilitários, que carregavam "a bagagem e o dinheiro" dos alemães.

Ataque ocorreu num desvio

Segundo a emissora ARD, o comboio abandonou a auto-estrada ainda antes da cidade de Falluja, controlada por rebeldes sunitas e cercada por soldados americanos, a fim de evitar a proximidade com os combates. O grupo tomou a mesma rota em que três civis japoneses foram seqüestrados. Ao passar pelo povoado Al Gharma, o comboio teria sido atacado.

Geschlossene Deutsche Botschaft im Irak

Foto: Diplomatas alemães deixam a embaixada em Bagdá em 17 de março de 2003, às vésperas dos bombardeios anglo-americanos. As instalações foram depredadas durante a guerra. Hoje a embaixada funciona na residência de um diplomata.

Segundo a testemunha da AFP, vieram tiros e mísseis de ambos os lados. Um foguete teria atingido em cheio o Land Cruiser dos seguranças alemães. "Nós tentamos fugir, cada um com seu próprio carro", relatou a testemunha, que não quis fornecer seu nome à agência de notícias.

O motorista contou que o BMW escapou da artilharia, enquanto os diplomatas tiveram de abandonar o Mercedes e embarcado num dos veículos de apoio, que os levou à embaixada em Bagdá. O informante teria retornado a Amman neste sábado. Ele contou ter visto os destroços do Land Cruiser e disse não acreditar que os alemães tenham sobrevivido.

Alemães no Iraque e o que faz o GSG-9

De acordo com a embaixada da Alemanha no Iraque, aproximadamente 60 cidadãos alemães ainda permanecem no país árabe, dos quais cerca de 40 seriam mulheres casadas com iraquianos. A estes somam-se alguns jornalistas, homens de negócios, colaboradores de ajuda humanitária e diplomatas.

O GSG-9 (Grenzschutzgruppe 9) foi fundado em setembro de 1972, em decorrência do ataque de terroristas palestinos a atletas israelenses durante a Olimpíada de Munique. Seu objetivo oficial é, antes de tudo, salvar vidas em perigo.

O grupo atua como unidade auxiliar de outras forças do sistema de segurança da Alemanha. No exterior, atua também no apoio a missões da União Européia e das Nações Unidas. Seus membros podem atuar tanto uniformizados – como os dois desaparecidos no Iraque – quanto à paisana.

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