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Mundo

Alemanha pós 11/09: solidariedade moderada com EUA

Logo após os atentados terroristas nos EUA, os alemães demostraram uma solidariedade incondicional com as vítimas. Uma solidariedade que, no decorrer dos últimos cinco anos, foi se esmaecendo cada vez mais.

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Relações bilaterais Alemanha-EUA: altos e baixos desde o 11 de setembro

O então chanceler federal, Gerhard Schröder, falava nos dias que sucederam os ataques em Nova York e Washington em uma “solidariedade ilimitada” com a população norte-americana. Acima de tudo, porque a Alemanha estava diretamente envolvida, como viria a ficar claro dias mais tarde: três dos pilotos suicidas viviam em Hamburgo.

A Alemanha nunca foi atingida por um atentado terrorista de graves conseqüèncias e por isso a população do país não parece se sentir especialmente ameaçada. Numa pesquisa de opinião realizada em agosto de 2006, os cortes do sistema social e o desemprego preocupavam muito mais os habitantes do país do que a possibilidade de um ataque terrorista, temido por apenas 25% dos entrevistados.

Essa segurança aparente foi várias vezes associada à rejeição do governo social-democrata-verde à guerra do Iraque, uma decisão que trouxe popularidade ao então premiê Schröder e deu a seu partido a vitória nas eleições de 2004.

Gelo transatlântico

Krieg im Irak dauert an

Guerra no Iraque

O preço pago pela Alemanha por não ter participado da coalizão formada para atacar o Iraque foi, por outro lado, um certo gelo nas relações transtlânticas com Washington. A voz do país no cenário internacional, contudo, acabou ganhando peso exatamente graças a esta rejeição à invasão promovida pelos EUA.

E isso num contexto em que soldados alemães participam, sim, de ações de combate ao terrorismo. Antes do 11 de setembro, por exemplo, ninguém ousaria imaginar que tropas do país pudessem se manter estacionadas por anos no Afeganistão ou na África.

Incompetência à vista

No mais tardar depois que foram encontradas bombas prontas para explodir, em malas depositadas em trens nas cidades de Koblenz e Dortmund, ficou claro, porém, desde agosto último, que a segurança existente na Alemanha era apenas de fachada.

Não fossem falhas na construção dos explosivos e muita sorte, as viagens dos dois trens regionais teriam se transformado em um verdadeiro inferno. As autoridades do país, por sua vez, não tinham nem a mais remota idéia sobre o planejamento do atentado – um atestado de incompetência das autoridades responsáveis pelo combate ao terrorismo no país.

Aumento da vigilância

Videoüberwachung der öffentlichen Verkehrsmittel

Sistema de vigilância do sistema público de transporte, em Stuttgart

Cinco anos depois dos ataques de 11 de setembro, a política alemã ainda continua tentando alinhavar um plano decente de segurança. O governo social-democrata-verde de então chegou a dar início a algumas medidas.

O ex-ministro do Interior, Otto Schily, tentava corresponder aos anseios das autoridades responsáveis pela segurança, que pleiteavam o acesso da polícia e do serviço secreto aos dados fornecidos por instituições financeiras, companhias aéreas ou departamentos públicos.

A vigilância no espaço público e privado aumentou, bem como o cerceamento da liberdade de ação de associações, enquanto cresceu a possibilidade legal de combater organizações acusadas de terrorismo dentro do país.

Lacunas na segurança

Verfassungsschutz Bericht 2005

Relatório publicado pelo Departamento de Defesa da Constituição

As leis de controle do espaço aéreo acirraram, em 2005, o controle de pessoal, carga e passageiros. “Desde o 11 de setembro de 2001, foram aprovados tantos pacotes de segurança, que realmente não podemos falar de que haja na Alemanha lacunas na segurança”, diz Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, do Partido Liberal (FDP).

A ex-ministra da Justiça havia se afastado do governo na década de 90, em sinal de protesto contra o excesso de intervenção do Estado na vida do cidadão em nome do combate ao terrorismo e à criminalidade. "Os direitos de cada um infelizmente não têm mais tantos defensores nesta nossa democracia livre, embora eles sejam, para nós, um dos fundamentos indispensáveis do nosso sistema político", afirmou Leutheusser-Schnarrenberger na época.

Ferramentas inúteis

Depois de cada atentado planejado ou concretizado, mas também antes de cada eleição regional, tornou-se praticamente um ritual político exigir mais poder para a polícia e o serviço secreto e maior punição aos infratores. A Bundeswehr e até mesmo os desempregados do país foram conclamados pelos membros do governo a participar do combate ao terrorismo.

Uma melhoria, portanto, deveria ocorrer em outro aspecto: “Temos muitas ferramentas para enfrentar o terrorismo, mas a maioria delas não serve para nada", diz Klaus Jansen, Presidente da Associação dos Investigadores Criminais. Os problemas estão, observa Jansen, na falta de cooperação e coordenação. O intercâmbio de informações não avançou muito, mesmo passados cinco anos depois do 11 de setembro.

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