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Economia

Alemanha na lanterna do ranking econômico

A política alemã de crescimento e geração de emprego vai de mal a pior. No mais recente ranking das praças econômicas, elaborado pela Fundação Bertelsmann, a Alemanha ficou em último lugar.

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Muitos não têm emprego

Com uma cota de desemprego de 9,3% e uma diminuição de 0,4% na porcentagem de pessoas economicamente ativas, a política de crescimento e geração de emprego na Alemanha ficou em último lugar no ranking das praças econômicas elaborado pela Fundação Bertelsmann, que avalia a cada dois anos o desempenho de 21 nações industrializadas.

Enquanto a maioria dos países alcançou algum sucesso expressivo na luta contra o desemprego e no esforço de impulsionar o crescimento econômico interno, algumas das grandes potências da Europa, como a França, a Itália e especialmente a Alemanha, ficaram aquém deste processo.

"A Alemanha precisa se empenhar bem mais no seu processo de reformas para não perder o bonde a longo prazo", alertou o presidente da Fundação Bertelsmann, Heribert Meffert. "Não apenas países de tradicional economia sólida, como os Estados Unidos e a Suíça, conseguiram aumentar seu Produto Interno Bruto (PIB) per capita. Também a Bélgica, a Dinamarca e mesmo a Holanda já superaram em muito a Alemanha."

Desde 2000, a maior economia nacional da Europa está absolutamente estagnada em seu crescimento e geração de empregos. Há 13 anos, a Alemanha vem sendo continuamente ultrapassada por outros países no ranking das praças econômicas. O último lugar em 2004 é considerado "um balanço desolador".

Controle exagerado

Um fator de impacto negativo seria a intervenção exagerada do governo alemão no mercado de trabalho, segundo especialistas da fundação. O controle e as regras rígidas acabam fomentando o desemprego e o trabalho não regulamentado. A burocracia exagerada vigente no país é outro aspecto que contribui para afugentar novos investidores, especialmente estrangeiros.

Embora em relação aos demais países o desemprego entre os jovens não esteja entre os piores, o mesmo não se pode dizer da faixa etária mais velha. O nível de desemprego entre a população acima dos 50 anos é altíssimo na Alemanha. A dificuldade de conseguir um emprego também é um problema. Dificilmente quem passou muito tempo desempregado consegue um espaço no mercado. Reformas neste sentido seriam imprescindíveis para impulsionar o reaquecimento da economia alemã, avalia o documento.

Irlanda na liderança

A Irlanda é a líder no ranking das praças econômicas, seguida por Estados Unidos, Austrália, Noruega e Nova Zelândia. Logo depois, em um patamar ainda aceitável, estão Holanda, Áustria, Grã-Bretanha, Dinamarca, Canadá, Suécia, Suíça, Japão, Grécia e Bélgica. Do grupo considerado abaixo da média fazem parte Portugal, Finlândia, Espanha, Itália, França e, com bastante distância dos demais, na lanterna do ranking, a Alemanha.

Dois critérios

O ranking das praças econômicas leva em consideração dois critérios. Um deles é o índice de sucesso, baseado na avaliação de dois aspectos: mercado de trabalho (cota de desemprego e aumento da geração de emprego) e crescimento (PIB per capita e crescimento potencial) de cada país industrializado.

O outro critério é o índice de atividades, que avalia os resultados efetivos das medidas específicas adotadas por cada governo em prol da melhoria do mercado de trabalho e do crescimento econômico. A Alemanha, que até 1991 estava na média, ocupa agora a penúltima posição no ranking de atividades, estando um pouco melhor que a Itália.

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