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Cultura

Alemanha: Modo de usar

O governo alemão lança um livro em seis línguas, para facilitar a integração dos estrangeiros.

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A Oktoberfest original é realizada em setembro

Por que os carrinhos de supermercado ficam acorrentados? O que é TÜV? E GEZ? Quando acontece a Oktoberfest? Perguntas como estas, que são a mais óbvia normalidade para quem está familiarizado com a Alemanha, deixam perplexo quem chega ao país pela primeira vez. Quer venha da província ganense, da estepe mongólica ou de uma metrópole brasileira.

O governo alemão acaba de lançar um manual bilíngüe para facilitar aos imigrantes sua integração no país, em tiragem inicial de 80 mil exemplares. Ele será distribuído gratuitamente nas prefeituras, departamentos de imigração e centros de aconselhamento, além de estar disponível na internet. Ao lado do alemão, as informações são também apresentadas em cinco outros idiomas: espanhol, inglês, francês, turco ou russo.

Segundo a encarregada para Migração, Refugiados e Integração, Marieluise Beck, apesar dos inúmeros guias de viagens sobre a Alemanha, há uma enorme lacuna no que concerne às informações para imigrantes. Essa carência é tão mais gritante, por ser a Alemanha, de fato, um país de imigrantes, uma realidade sobre a qual "se reflete muito pouco", afirma a funcionária.

As armadilhas do quotidiano

O livro de 220 páginas não só trata do contato com as repartições públicas, de questões de política e direito, trabalho e seguridade social, como traz dicas para o dia-a-dia. Assim, o leitor é informado sobre pequenas regras de convivência (pontualidade é a regra, mesmo nos encontros informais) ou por que um "A" decora a entrada de todas as farmácias alemãs (de Apotheke, farmácia em alemão).

Ele aprende que quem possui rádio ou televisão tem que pagar uma taxa à central GEZ; descobre onde pode fazer compras mais baratas ou adquirir alimentos kosher (puros, do ponto de vista da religião judaica) ou helal (fabricados segundo os preceitos da fé muçulmana).

"Quem é Janosch?"

A seguir, nossa versão de algumas informações contidas no Manual da Alemanha:

Kneipe: Está para a Alemanha assim como o pub para a Inglaterra ou o barzinho para o Brasil. Normalmente fechados e relativamente escuros, oferecem, além da infalível cerveja, boa variedade de bebidas e pequenos pratos.

Schwarzwald: A Floresta Negra, no Estado de Baden-Württemberg, no sul do país, é uma das regiões mais conhecidas da Alemanha. Além da famosa Torta Floresta Negra, lá são fabricados pitorescos relógios cuco.

Weihnachtsmann: O Papai Noel só foi adotado na Alemanha a partir do século 19. Até então, só existia o Nikolaus, baseado na figura de São Nicolau. Em função e indumentária (tradicionalmente trajava manto longo, ao invés de calças e casacão) se aproxima cada vez mais da versão norte-americana do bom velhinho.

Oktoberfest: Contrariando qualquer lógica, a "verdadeira" Festa de Outubro, de Munique, ocorre em setembro. É a maior e mais célebre festividade popular da Alemanha. Cada ano, seis milhões de visitantes consomem, durante três semanas, mais de cinco milhões de canecos (de litro!) de cerveja e 200 mil Schweinwürstl (salsichas de porco).

Cozinha alemã: Entre seus pratos "exóticos" há a Weisswurst, a Grünkohl, Salzhering, Spätzle, Kieler Sprotten e Buletten.

Janosch: O criador do Tiger-Ente (Pato-Tigre) e do Kasten-Frosch (Sapo-Caixa) é há anos o campeão entre os autores e ilustradores contemporâneos de livros infantis. No setor mais tradicional, continuam imbatíveis os contos compilados pelos Irmãos Grimm, como Branca de Neve e os Sete Anões, Os Músicos de Bremen, Chapeuzinho Vermelho e João e Maria.

Bundesliga: A "classe A" do futebol nacional foi criada em 1963. Milhões acompanham durante nove meses, emocionados, as partidas do Campeonato Alemão, em que 20 times disputam o título. Como afirmou um comentarista da Bundesliga: "O futebol é o esporte nacional dos alemães, a única cultura popular autêntica e viva".

Afinal de contas, a Alemanha parece não ser assim tão exótica como se afirma!