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Alemanha

Alemanha lembra 50 anos das relações com Israel

Há cinco décadas, países superaram diferenças e estabeleceram laços diplomáticos. Em sessão no Parlamento alemão, palavra mais usada para relembrar data histórica é "milagre".

O termo "milagre" foi usado com frequência no Parlamento alemão nesta quinta-feira (07/05). "O sucesso de nossa amizade é nada menos do que um milagre", disse, por exemplo, o ministro do Exterior alemão, Frank-Walter Steinmeier, sobre a atual relação entre Alemanha e Israel.

Steinmeier relembrou o difícil começo dessa amizade, iniciada num encontro de embaixadores em maio de 1965, e enalteceu os israelenses por superarem o "abismo do passado" e estenderem as mãos aos alemães.

Na época, os governos dos dois países estavam inseguros sobre uma possível reaproximação. Quando, em 1973, Willy Brandt se tornou o primeiro chanceler federal alemão a visitar Israel, "cada passo ainda era um pouco estranho", salientou Steinmeier.

Atualmente, segundo o ministro do Exterior alemão, visitas e sessões conjuntas de gabinete se tornaram rotina. E não apenas os governos, afirmou: milhares de jovens israelenses gostam de viver em Berlim, enquanto muitos alemães se sentem em casa em Tel Aviv ou Jerusalém.

"A relação entre Alemanha e Israel será sempre muito especial", afirmou a deputada democrata-cristã Gerda Hasselfeldt.

Combate ao antissemitismo

Todos os partidos com representação parlamentar estiveram de acordo que, a fim de consolidar as atuais realizações, esforços especiais foram necessários por parte da Alemanha. Em primeiro lugar, lembraram, a memória do Holocausto teve que ser mantida, apesar da diminuição do número de testemunhas ainda vivas.

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Angela Merkel e Benjamin Netanyahu em consulta governamental em fevereiro de 2014

"Um claro debate de ruptura está fora de questão", disse Volker Kauder, da União Democrata Cristã (CDU), mesmo partido da chanceler federal Angela Merkel.

Em segundo lugar, destacaram também os deputados, é necessário tomar medidas contra todas as formas de antissemitismo para certificar de que judeus possam viver em segurança na Alemanha.

"É preocupante que os crimes antissemitas tenham aumentado 25% no ano passado", disse a líder da bancada verde no Parlamento, Katrin Göring-Eckardt. "Isso é uma vergonha para a nossa nação."

Críticas a Israel

Na sessão parlamentar, lembrou-se também a importância de não perder de vista os temores de Israel por segurança, principalmente no que diz respeito às negociações sobre o programa nuclear do Irã.

"Só assinaremos um acordo que dê mais segurança para Israel. Não menos", enfatizou Steinmeier.

A Alemanha considera a relação hoje tão sólida que encontra espaço suficiente para criticar Israel, particularmente em relação à construção de assentamentos judaicos em territórios ocupados e à postura ambígua do governo Benjamin Netanyahu sobre a solução de dois Estados.

"Sem um Estado palestino viável e democrático não haverá segurança sustentável para Israel", disse Steinmeier.

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