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Alemanha

Alemanha interdita portal de internet de conteúdo racista

A plataforma "Altermedia Deutschland" que disseminava mensagens de extrema direita é alvo de ação policial, que resulta na prisão de dois suspeitos. Ministro do Interior decide pelo banimento do website.

A Procuradoria-Geral da Alemanha informou nesta quarta-feira (27/01) sobre a realização de batidas policiais contra o portal de internet de extrema direita Altermedia Deutschland. Segundo relatos na imprensa, pelo menos dois responsáveis pelo website foram presos, após a ação policial em quatro estados alemães.

Segundo as autoridades, o portal disseminava mensagens de conteúdo "racista, xenófobo, antissemita, homofóbico e anti-islâmico".

Inicialmente um blog com base na França, o Altermedia era gerido pelo americano David Duke, conhecido defensor da "supremacia branca" nos Estados Unidos. Posteriormente passou a ser administrado por desconhecidos na Alemanha e, possivelmente, em outros países, funcionando como plataforma para a troca de conteúdo de extrema direita.

Os relatos na imprensa alemã sugerem que as prisões de um homem e uma mulher – Ralph Thomas K., de 27 anos, e Jutta V., de 47 anos – teriam ocorrido no vilarejo de Villingen-Schwenningen, próximo a Bielefeld, no oeste do país.

Confrontos prévios com a Justiça

Os procuradores acreditam que a plataforma online fosse utilizada para coordenar as atividades de uma organização criminosa. Eles alertaram as autoridades em Moscou, que nos próximos dias deverão encerrar as atividades de um servidor utilizado pelo Altermedia.

Com base nas investigações da Procuradoria-Geral, o ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, proibiu as atividades do portal, declarando ser esse um "sinal claro de que o Estado de Direito não tolera crimes de ódio".

O Altermedia Deutschland já fora alvo de ações legais. Em março de 2011, Alex Möller, ex-administrador do portal, foi multado em 3 mil euros. Meses mais tarde, ele e outro responsável pela plataforma de internet, Robert Rupprecht, foram sentenciados a 30 e 27 meses de prisão, respectivamente, por violarem leis alemãs contra o incitamento ao ódio.

Os serviços de segurança comentaram que os radicais de direita estão cada vez mais hábeis na utilização da internet e das redes sociais, como forma de disseminar suas mensagens para um público mais amplo.

O presidente do Departamento Federal alemão de Proteção da Constituição, Hans-Georg Maassen, apontou que "há o perigo da formação de uma zona nebulosa, entre extremistas de direita, conservadores de direita e cidadãos participantes de protestos, com significativo potencial de violência".

RC/dw/ap/kna/dpa

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