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Economia

Alemanha ganhou com a crise grega, afirma estudo

Crise impulsionou procura por títulos alemães e fez o país economizar no pagamento de juros, argumenta instituto econômico IWH. Economia é muito superior ao que foi emprestado para a Grécia.

Um estudo do instituto econômico alemão IWH sustenta que a Alemanha está se beneficiando com a crise da dívida na Grécia por estar pagando juros menores na emissão de títulos da dívida.

Desde 2010, o governo alemão já economizou mais de 100 bilhões de euros dessa maneira, afirmaram pesquisadores do IWH nesta segunda-feira (10/08). O valor é superior aos 90 bilhões de euros em empréstimos concedidos aos gregos.

Ou seja, mesmo na improvável hipótese de a Grécia não pagar nada de volta, a Alemanha sairá ganhando com a crise.

Os pesquisadores argumentam que os investidores, toda vez que se viram confrontados com notícias negativas sobre a Grécia, voltaram-se para os títulos alemães, considerados um porto seguro para deixar o dinheiro. Isso empurrou para baixo os juros pagos por esses títulos.

"As economias mais do que compensam os custos da crise para a Alemanha, mesmo se a Grécia deixar de pagar toda a dívida que tem com o país", afirma o IWH, um dos institutos econômicos mais renomados da Alemanha.

"Mesmo se a Grécia não devolver um centavo, o governo alemão terá se beneficiado da crise", concluem os autores do estudo.

Desde a eclosão da crise da dívida na zona do euro, em 2010, as taxas de juros para títulos do governo alemão caíram de cerca de 3% para menos de 1%.

Por exemplo, quando estava claro que o partido de esquerda Syriza, do atual primeiro-ministro Alexis Tsipras, venceria as eleições em janeiro, as taxas de juros da Alemanha caíram 0,3 ponto percentual em apenas um dia.

Houve um momento em que os juros da dívida soberana alemã chegaram a ser negativos, ou seja, os investidores concordaram em receber de volta menos do que investiram.

O estudo do IWH afirma que outros países da zona do euro, como França e Holanda, também se beneficiaram dessa situação, mas numa escala bem menor do que a Alemanha.

PV/rtr/dpa/afp

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