Alemanha expulsa diplomatas e pede ação contra violência síria | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 09.02.2012
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Mundo

Alemanha expulsa diplomatas e pede ação contra violência síria

Quatro funcionários da embaixada síria foram obrigados a deixar a Alemanha, em resposta a denúncias de ameaças contra opositores do regime Assad. Ministro do Exterior alemão sugere missão da ONU para conflito sírio.

Em protesto contra a intimidação de opositores do regime sírio na Alemanha, o país europeu expulsou quatro diplomatas nesta quinta-feira (09/02). Nos últimos meses, diversos sírios contrários ao governo do presidente Bashar al-Assad e que vivem no exterior reportaram tentativas de violência. O ministro do Exterior alemão, Guido Westerwelle, ameaçou novas punições.

Os quatro diplomatas – três homens e uma mulher – foram declarados oficialmente pelo Ministério alemão das Relações Exteriores como "pessoas indesejadas". Com isso, eles têm um prazo de três dias para deixar a Alemanha com suas famílias. Os quatro diplomatas teriam desempenhado atividades "não compatíveis com o direito diplomático".

A expulsão de funcionários da embaixada é algo extremamente raro e está entre as punições mais severas possíveis na diplomacia. Em 2011, quando Muammar Kadafi ainda estava no poder em Trípoli, cinco diplomatas líbios foram expulsos da Alemanha.

Tolerância zero

Segundo Westerwelle, o governo alemão não pode "tolerar em hipótese alguma que funcionários do Estado sírio contribuam na Alemanha, direta ou indiretamente, para pressionar a oposição síria". O político não descartou a possibilidade de aplicar novas punições, que incluiriam, no pior dos casos, a expulsão do embaixador sírio.

De acordo com dados oficiais, 32 mil portadores de passaportes sírios vivem hoje na Alemanha. Em 2011, após a escalada de violência em seu país natal, mais de 2.600 sírios pediram asilo no país europeu, com repedidas alegações de perseguição.

Violência na Síria

Syrien / Panzer / Provinz Homs

Centenas de civis já foram mortos em Homs, centro dos protestos contra regime Assad

Nesta quinta-feira, forças de segurança sírias mataram pelo menos 57 civis, de acordo com o Centro de Observação de Direitos Humanos da Síria, baseado em Londres. As mortes ocorreram na cidade de Homs, núcleo dos protestos contra o regime Assad na Síria.

Desde o início da ofensiva à localidade, no início deste mês, centenas de civis teriam sido mortos, segundo o centro. O governo sírio, sob o comando de Assad, deu início a uma ação militar em Homs, alegando estar direcionada contra "grupos terroristas". Estes seriam os responsáveis pela violência contra os civis.

Consideradas as circunstâncias, Westerwelle sugeriu o estabelecimento de uma missão especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o conflito sírio. Juntas, a missão de observadores da Liga Árabe e a da ONU serviriam de alerta para o regime Assad, disse Westerwelle nesta quinta-feira.

Para o ministro alemão, é necessário haver uma continuidade dos esforços internacionais em todos os níveis, para acabar com a violência e realizar a transição democrática na Síria.

LPF/dpa/afpd/dapd
Revisão: Carlos Albuquerque

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