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Migração

Alemanha estende controles de fronteira até fim de outubro

Ministério do Interior comunica a manutenção do controle pois "a situação na fronteira não nos permite abrir mão da medida". Estados sginatários do Acordo de Schengen podem reinstituir a vigilância por até dois meses.

Diante de um afluxo recorde de migrantes, a Alemanha estenderá os controles fronteiriços temporários até o fim de outubro, comunicou o Ministério do Interior do país nesta terça-feira (13/10). O foco se mantém sobre a fronteira com a Áustria.

O governo alemão, que instaurou os controles em 13 de setembro, comunicou à Comissão Europeia a intenção de mantê-los até 31 de outubro, pois "a situação na fronteira não nos permite abrirmos mão da medidas", disse uma porta-voz do ministério à agência de notícias AFP. Segundo ela, o país "precisa retornar a um processo ordenado na política para os refugiados".

Os 26 países signatários no Acordo de Schengen, de fronteiras abertas, podem restabelecer temporariamente os controles fronteiriços com os demais Estados-membros, caso eles representem uma ameaça à segurança ou em outras circunstâncias excepcionais. Os países podem instituir os controles por dez dias e mantê-los por "períodos renováveis" de até 20 dias, num total de, no máximo, dois meses.

Flüchtlinge Karte mit Flüchtlingsroute nach Österreich

Refugiado segura cartaz que mostra "nova" rota através dos Bálcãs em direção à Áustria

"Centros de detenção"

A Alemanha, o país mais populoso e economicamente mais forte da União Europeia, tem recebido a maior parte dos migrantes que chegam à Europa para escapar de guerras e pobreza. O país deve receber pelo menos 800 mil refugiados até o fim deste ano. Alguns meios de comunicação falam até de

1,5 milhão de migrantes

.

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, instou o país a acolher os recém-chegados e a ajudar a integrá-los rapidamente, mas tem enfrentado duras críticas e queda nos índices de aprovação popular em meio a crescentes temores sobre o fardo que a sociedade alemã possa ter de carregar com a onda migratória.

No estado da Baviera – a principal porta de entrada para os migrantes que viajaram através dos Bálcãs e da Áustria –, o governador Horst Seehofer propôs a criação de "zonas de trânsito" onde os migrantes seriam acolhidos enquanto seus pedidos por asilo são avaliados.

A proposta foi criticada pelos social-democratas (SPD), parceiros da União Democrata-Cristã (CDU) de Merkel na coalizão do governo federal. Eles expressaram ceticismo, argumentando que tais acampamentos equivaleriam a "grandes centros de detenção em terras de ninguém".

PV/afp/dpa

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