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Alemanha

Alemanha espera receber até 400 mil refugiados em 2015

Governo federal aumenta projeção inicial, e número de requerentes de asilo no país pode dobrar em relação a 2014. Cúpula em Berlim discutirá como será feita a acomodação dos estrangeiros.

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Repartições públicas responsáveis pelo cadastramento de requerentes de asilo estão constantemente cheias

O que já era previsto por alguns estados alemães agora é confirmado pelo governo federal: a Alemanha receberá significativamente mais refugiados em 2015 do que inicialmente projetado. Nesta terça-feira (05/05), o ministro do Desenvolvimento, Gerd Müller, disse em Munique que espera-se a chegada de até 400 mil refugiados.

"Se extrapolarmos os valores trimestrais, teremos de contar com 300 a 400 mil requerentes de asilo", disse Müller, após conversas com o governo bávaro.

O jornal alemão Die Welt, citando fontes do governo, disse que o Serviço Federal de Migração e Refugiados (Bamf, sigla em alemão) parte do princípio de que até dezembro o número de pedidos por asilo na Alemanha poderá inclusive passar a barreira dos 400 mil – o que seria o dobro comparado ao ano passado.

Os 202 mil pedidos efetuados em 2014 são a cifra mais alta desde a existência da República Federal da Alemanha. Entre os motivos para o grande fluxo de imigrantes estão a guerra civil na Síria e o conflito no Iraque.

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Crianças brincam em um alojamento improvisado num ginásio esportivo na Baviera

No entanto, um porta-voz do Bamf disse à agência de notícias DPA que não poderia confirmar a estimativa de 400 mil novos refugiados. Em fevereiro, o órgão federal já havia aumentado a sua previsão para este ano para 300 mil.

Alguns estados, entre eles os que calculam a chegada de meio milhão de refugiados, criticaram a estimativa federal. Eles também pedem um apoio federal mais contundente em relação à acomodação dos refugiados.

Nesta sexta-feira, uma cúpula na chancelaria federal tratará do tema refugiados. A chanceler federal alemã, Angela Merkel, convidou representantes de vários estados. Participarão também o vice-chefe de governo, Sigmar Gabriel, e o ministro do Interior, Thomas de Mazière.

Representantes de municípios, no entanto, não foram convidados, o que foi alvo de críticas. "As experiências das autoridades locais podem ajudar a chegar a acordos vinculativos, mas, para isso, deveríamos também estar sentados na mesa", disse o presidente da associação das cidades, Ulrich Maly, ao jornal Rheinische Post.

Maly apelou aos participantes da cúpula que façam mais pelos municípios e comunidades. "Bastante já será alcançado se o encontro contribuir para que os governos federal e estadual se envolvam mais no alojamento de refugiados e nos necessários serviços de integração", disse o prefeito da cidade de Nurembergue.

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Em outubro, uma onda de curdos da Síria fugiram do "Estado Islâmico" e cruzaram a fronteira com a Turquia

O ministro do Desenvolvimento falou de um "desafio épico", que ocupará todos os níveis políticos por décadas. Ele reiterou o pedido por um representante especial da União Europeia (UE) para questões relacionadas a refugiados e uma distribuição solidária dos imigrantes entre todos os Estados-membros da UE.

Além disso, Müller pediu que os países dos Bálcãs sejam classificados como Estados seguros de origem. "A taxa de reconhecimento é zero e por isso devemos reagir", disse. Deveria haver, segundo ele, espaço suficiente para aquelas pessoas que realmente são perseguidas. Müller também defendeu uma "nova parceria com a África" para combater as causas de fuga.

O aumento dos custos de habitações para refugiados é um dos grandes problemas que governo federal, os estados e as comunidades precisam lidar. No ano passado, Berlim prometeu 1 bilhão de euros para a assistência a refugiados.

PV/dpa/epd/rtr

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