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Mundo

Alemanha, Espanha e França querem Europa forte

Governo espanhol reaproxima-se da União Européia para defender ajuda econômica ao país. Primeiro encontro entre Zapatero, Schröder e Chirac.

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Schröder, Zapatero e Chirac querem unir forças

A Alemanha, Espanha e França querem trabalhar conjuntamente por uma Europa unida e forte e pela aprovação da constituição européia. Este foi o propósito anunciado pelo primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, o chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, e o presidente francês, Jacques Chirac, após uma reunião em Madri, na noite desta segunda-feira (13/09).

Zapatero definiu o encontro como símbolo da nova política externa de seu país. "Madri quer ter boas relações com os dois principais países da UE. Mas isso não significa que vamos nos subordinar a eles", declarou. "A velha Europa está praticamente novinha em folha", disse em alusão à declaração feita pelo ministro da Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, que classificara os adversários da guerra no Iraque de "velha Europa".

Zapatero disse que a Espanha pretende continuar sua tradicional parceria com os Estados Unidos, mas fez questão de ressaltar os pontos em comum com a Alemanha e a França, por exemplo, em relação à constituição européia. "É o início de uma nova e boa amizade", declarou o ministro espanhol das Relações Exteriores, Miguel Angel Moratinos, referindo-se à aproximação entre Madri, Paris e Berlim, evitando, porém, a expressão "eixo". "Queremos estar do lado dos que querem e podem construir a Europa", acrescentou.

Ao contrário de seu antecessor José María Aznar, que buscou uma estreita aliança com os Estados Unidos, Zapatero prometeu na sua posse "europeizar" a Espanha. Os principais assuntos da agenda do primeiro encontro dos três chefes de Estado são a ratificação da constituição européia, o combate ao terrorismo bem como a situação no Iraque e no Afeganistão.

Muito dinheiro em jogo

A Espanha não esconde, porém, o desejo de aumentar sua influência nas decisões da União Européia, não apenas por motivos políticos. O país ainda é um dos maiores beneficiados pelos recursos da UE destinados ao desenvolvimento de regiões econômicamente fracas – são 50 bilhões de euros só no atual orçamento, que termina no ano que vem.

O governo em Madri está preocupado com a possiblidade de perder esses subsídios, diante da ampliação da UE para o Leste. Zapatero já enviou seus primeiros sinais de reconciliação com Berlim e Paris ao anunciar o apoio espanhol à constituição européia e à posição teuto-francesa na política para o Iraque. Schröder e Chirac evitaram fazer promessas financeiras, esperadas pela Espanha. Um dos motivos é que a Alemanha é o maior contribuinte do tesouro da UE e o governo alemão já pediu cortes no orçamento europeu para os próximos anos. O outro é que obrigatoriamente deverá haver uma redistribuição de recursos, do Sul da Europa – já bastante desenvolvido – para os novos países-membros do Leste Europeu, sedentos pelo dinheiro vindo de Bruxelas.

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