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Mundo

Alemanha envia mais soldados ao Kosovo

Diante da nova onda de violência no Kosovo, Berlim aprovou de imediato o envio de mais 600 soldados à região em crise. Políticos do governo e da oposição exigem maior iniciativa por parte da União Européia.

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O chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, se comprometeu a intensificar a presença alemã no Kosovo. "Os recentes acontecimentos mostram a importância do nosso papel na região e para a estabilidade de todo o continente." Schröder lamentou que os recentes acontecimentos na província sérvia tenham relativizado os avanços que pareciam ter ocorrido nos Bálcãs nos últimos anos. O chefe de governo assegurou em Berlim que a Alemanha vai prosseguir e reforçar sua contribuição para a estabilização do sudeste europeu.

Mais soldados alemães - A Alemanha vai reforçar seu contingente de soldados no Kosovo. O ministro da Defesa, Peter Struck, comunicou que um batalhão de 600 soldados estacionados em Hagenow, nas imediações de Schwerin, vai ser enviado aos Bálcãs. Com isso, o governo em Berlim atende com prontidão a um pedido urgente da Otan. O batalhão deverá ser mobilizado no sábado (20/03).

Com esta decisão, o contingente alemão no Kosovo se eleva para 3800 soldados, sendo que o limite máximo a ser enviado sem nova consulta ao Bundestag é de 8500. A Otan transferiu 350 soldados norte-americanos e italianos da Bósnia para o Kosovo; a Grã-Bretanha anunciou o envio de mais 750 nos próximos dias e a França se comprometeu a mobilizar mais 400.

UN-Generalsekretär Kofi Annan und Außenminister Joschka Fischer UN-Hauptquartier New York

Joschka Fisher e Kofi Annan, secretário-geral da ONU, em Nova York na quinta-feira

Berlim adverte Belgrado - O ministro alemão do Exterior, Joschka Fischer, exigiu que os líderes políticos de albaneses e sérvios defendam os valores democráticos. "Já está na hora de eles começarem a se comprometer publicamente com a democracia, em vez de fomentar anarquia e violência", declarou Fischer durante a sessão do Conselho de Segurança da ONU sobre a escalada dos conflitos no Kosovo, na quinta-feira (18/03).

O ministro alemão advertiu que "os responsáveis pelo derramamento de sangue não poderão sair impunes". Ele também exigiu que o governo da Sérvia e Montenegro se comporte com responsabilidade: "Belgrado deve impedir qualquer revanche contra os albaneses da Sérvia."

Carta branca à KFOR - As tropas da KFOR, sob comando de um general alemão, têm todo o apoio de Berlim para tomar as providências necessárias para pôr fim à violência no Kosovo, custe o que custar.

O general Holger Kammerhoff, comandante das tropas internacionais de paz, já ordenou que os soldados protejam a população, mesmo que seja necessário recorrer à violência. Ele quer garantir que os habitantes do Kosovo possam voltar a se movimentar livremente. Até agora, os conflitos no Kosovo fizeram pelo menos 31 mortos e mais de 500 feridos.

Para mobilizar a UE - O reinício dos confrontos no Kosovo reacendeu na Alemanha o debate sobre a atuação da União Européia. Políticos liberais e verdes exigiram uma postura mais ativa por parte da UE. O político verde Winfried Nachwei exigiu que as tarefas policiais exercidas pelas Nações Unidas sejam transferidas para os europeus. O político liberal Rainer Stinner exigiu que a província sérvia em conflito seja submetida a uma administração européia.

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