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Mundo

Alemanha envia centenas de migrantes de volta para a Áustria

Polícia austríaca diz que número de refugiados barrados na fronteira sul do país vizinho mais que dobrou desde o início do ano. Medida pode ter relação com ataques a mulheres em Colônia.

A polícia austríaca afirmou nesta segunda-feira (12/01) que a Alemanha vem barrando um número crescente de imigrantes na sua fronteira sul. Desde o começo do ano, centenas de migrantes foram enviados de volta para a Áustria.

"O número diário de migrantes enviados de volta subiu de 60 em dezembro para 200 desde o início do ano", afirmou David Furtner, porta-voz da polícia do estado da Alta Áustria.

Ele acrescentou que aqueles que foram barrados eram refugiados do Afeganistão, Marrocos e Argélia, que não queriam pedir asilo na Alemanha, mas sim em países escandinavos.

"Os políticos alemães parecem ter decidido agir com mais firmeza. O difícil [para nós] é explicar se um migrante pergunta: por que não posso continuar agora se meu amigo conseguiu passar na semana passada?", observou outro porta-voz da polícia da Alta Áustria.

Uma porta-voz da polícia de Munique confirmou que a Alemanha enviou de volta 100 ou mais migrantes. "Nós aplicamos as regras legais válidas. Elas não mudaram", justificou.

Fronteiras bloqueadas

Alguns acreditam que o aumento do número de refugiados barrados se deva aos controles cada vez mais rígidos nas fronteiras da UE. Na semana passada, a Suécia tentou diminuir o afluxo de migrantes através da imposição de controles nas fronteiras com a Dinamarca.

A Dinamarca, em seguida, introduziu controles na fronteira com a Alemanha. A Áustria também reforçou os controles na fronteira com a Eslovênia, enviando de volta 1.652 migrantes desde 1° de janeiro, segundo a polícia.

Outros acreditam que o aumento das recusas de refugiados tenha relação com os recentes ataques contra mulheres durante o réveillon em Colônia, que levaram a centenas de queixas, depois que a polícia revelou que alguns dos suspeitos eram requerentes de asilo.

O incidente levou a protestos e aumentou a pressão sobre a política de boas-vindas a refugiados da chanceler federal alemã, Angela Merkel.

MD/afp/rtr

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