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Mundo

Alemanha e UE descartam saída da Grécia da zona do euro

Berlim diz que política do governo visa estabilizar bloco, incluindo economia grega. Para Comissão Europeia, fato de Atenas fazer parte da área de moeda única é condição "irrevogável".

O governo alemão e a Comissão Europeia deram declarações de apoio nesta segunda-feira (05/01) à permanência da Grécia na zona do euro, que entrou em debate depois que o país, uma das economias mais fracas do bloco, entrou em severa crise política.

"Desde o início, a política do governo federal foi de estabilizar e fortalecer a zona do euro, incluindo a Grécia", disse o porta-voz do governo, Steffen Seibert. "Nada mudou quanto a isso."

A declaração é uma reação a

informações divulgadas pela revista Der Spiegel

no fim de semana, segundo as quais a Alemanha estaria disposta a aceitar que a Grécia saísse da zona do euro.

No domingo, após a Spiegel afirmar que Merkel via a saída da Grécia como "quase inevitável", o vice-chanceler federal alemão, Sigmar Gabriel, declarou que Berlim quer o país permaneça na zona do euro e que não há planos de contingência para o contrário.

O debate havia sido alimentado por ameaças de políticos da coalizão de governo. "Se os gregos não estiverem preparados a dar continuidade às medidas de austeridade e às reformas, eles devem deixar a zona do euro", disse Michael Fuchs, vice-presidente da União Democrata Cristã (CDU) ao jornal Die Welt.

A Comissão Europeia também se manifestou sobre o assunto nesta segunda-feira. Uma porta-voz da instituição declarou que a saída completa da Grécia estava fora de cogitação, chamando atenção para a legislação europeia, segundo a qual o fato de fazer parte da zona do euro é uma condição "irrevogável".

"O euro veio para ficar. O euro mostrou sua capacidade de resistência", disse a porta-voz Annika Breidthardt.

O motivo para a discussão atual são as eleições parlamentares gregas, antecipadas para o próximo dia 25 de janeiro. No caso de vitória, a coligação esquerdista Syriza prometeu reverter as reformas impostas pelos credores internacionais e renegociar o acordo de ajuda à Grécia com a UE e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Muitos dizem que isso colocaria em questão a permanência da Grécia à zona do euro.

Breidthardt disse que, caso as eleições exijam que se reavaliem as condições para a Grécia fazer parte da zona do euro, a Comissão Europeia "lidará com isso assim que os eleitores gregos tenham dado seu veredicto".

Em meio às incertezas envolvendo a Grécia e após

polêmicas declarações de Mario Draghi

, presidente do Banco Central Europeu (BCE), sobre possíveis medidas para conter uma deflação no bloco econômico, o euro atingiu nesta segunda-feira sua pior cotação frente ao dólar em nove anos.

LPF/dw/ap/dpa

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