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Mundo

Alemanha e Ucrânia otimistas quanto à vaga para 2002

Os alemães estão confiantes. Os ucranianos, otimistas. Para os dois selecionados, o jogo da próxima quarta-feira, em Dortmund, será a última chance de conquistar uma vaga na Copa de 2002.

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O técnico alemão Rudi Völler está confiante

Na opinião da imprensa e da torcida alemãs, a classificação do selecionado da Alemanha para a Copa do Mundo está bem encaminhada. Contudo, a confiança dos torcedores na equipe ainda não é ilimitada, de acordo com o resultado da enquete telefônica feita por um canal de televisão da Alemanha: 56,7% declararam-se confiantes de que a Alemanha estará presente na Copa do Japão e Coréia do Sul, mas 43,3% não acreditam mais que a Seleção Alemã conseguirá classificar-se.

Apesar do resultado obtido sábado em Kiev (1 a 1), também a maioria dos comentaristas esportivos mostrou-se satisfeita com o rendimento da equipe alemã na partida contra a Ucrânia. As manchetes dos jornais tiveram quase sempre a mesma tônica, falando de um empate com pequena vantagem técnica para a Alemanha.

Após uma série de apresentações lastimáveis nos últimos meses, o fato de a Seleção Alemã ter demonstrado maior espírito de conjunto e boa técnica serviu para dar um novo alento ao público, à imprensa especializada e também aos cartolas do futebol alemão.

Autoconfiança – Para o técnico Rudi Völler, a partida de Kiev foi positiva, não tanto pelo resultado, mas sim porque aliviou a pressão sobre o time. No jogo decisivo da próxima quarta-feira, em Dortmund, a equipe alemã poderá entrar em campo com autoconfiança e terá o apoio da torcida.

O primeiro jogo contra a Ucrânia serviu também para reativar a confiança da torcida no selecionado, que recentemente chegara até mesmo a ser vaiado pelo público, insatisfeito com o péssimo desempenho da equipe, por exemplo, na derrota sofrida para a Inglaterra.

Berti Vogts, ex-técnico da Seleção Alemã e que está treinando atualmente o Kuwait, acredita que a equipe da Federação Alemã de Futebol (DFB) está praticamente classificada para a Copa do Japão e da Coréia do Sul. Segundo ele, o resultado obtido em Kiev foi bom e o transcurso da partida teria demonstrado a capacidade dos jogadores alemães em quebrar o ritmo de jogo dos adversários.

Um empate sem gols será suficiente para a conquista de uma vaga na Copa do Mundo de 2002 e a equipe "jogará a partida de retorno com uma enorme autoconfiança", segundo Vogts. Ele deposita grande esperança num eventual retorno de Oliver Bierhoff à equipe e acha que ele será o autor de um gol decisivo para a classificação da Alemanha, na próxima quarta-feira.

Ucrânia está otimista

Os ucranianos estão muito otimistas e acreditam num êxito em Dortmund. Segundo o craque Serguei Shevtchenko, astro principal da seleção da Ucrânia, o ponto forte do seu time são os jogos fora de casa. Por isto, ele vê o empate logrado em Kiev como resultado excelente, que abre todas as perspectivas para a equipe ucraniana.

Nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2002, a Ucrânia venceu somente um jogo em casa, sendo melhor sucedida nas partidas disputadas em campo adversário. No último sábado, Shevtchenko – artilheiro do AC Milan – não pôde dar mostras do seu talento. Isto é o que ele espera fazer no Westfalienstadion, em Dortmund, que estará lotado: os ingressos estão esgotados.

Segundo Shevtchenko, a seleção da Ucrânia terá de impor mais espaço para os contra-ataques. Assim, ele poderá agir mais livremente no ataque, em busca dos gols. Raramente o artilheiro Shevtchenko fica duas partidas seguidas sem marcar – também este fato reforça o otimismo da torcida ucraniana.

A imprensa esportiva alemã parte do pressuposto que Shevtchenko desempenhará papel-chave na estratégia do técnico ucraniano Lobanowski, cuja equipe deverá jogar de forma ofensiva. Um possível reforço na defesa poderá resultar da eventual escalação de Viktor Skripnik, que atua no Werder Bremen e, por isto, conhece muito bem o futebol alemão. Ele é tido como a melhor opção para barrar os ataques de Bernd Schneider e de Michael Ballack, o autor do gol de empate em Kiev.

Para a Ucrânia, seria importantíssima a classificação, pois ela não conseguiu participar nem da Copa de 1998, quando perdeu a vaga para a Croácia, nem da última Eurocopa, em 2000, quando a disputa da vaga foi decidida em favor da Eslovênia. Para o presidente da Federação de Futebol da Ucrânia, Grigori Surkis, uma vitória sobre a Alemanha, na disputa da vaga para 2002, teria um significado histórico para o povo ucraniano, com a recuperação do respeito próprio e um impulso econômico, semelhante ao que ocorreu na Alemanha do pós-guerra, com a conquista do primeiro título mundial em 1954.