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Mundo

Alemanha e Rússia aliados contra guerra

Chefe de governo alemão, Schröder, e o presidente russo, Putin, insistiram numa solução pacífica do conflito do Iraque, após conversarem uma hora em Berlim. Bélgica vai bloquear ajuda da OTAN aos EUA para uma guerra.

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Schröder (dir.) e Putin exigem solução de paz via ONU

O chanceler federal da Alemanha, Gerhard Schröder, exigiu melhorias no sistema de controle e sanções como meio para desarmar o Iraque por vias pacíficas. Em entrevista conjunta com Schröder, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, deixou bem claro que é contra uma guerra e favorável ao desarmamento do Iraque por vias pacíficas. O líder russo confirmou, "com grande satisfação", tudo que o seu parceiro de conversa havia declarado e acrescentou: "nós não vemos fundamento para um uso da violência".

A Alemanha está disposta a dar sua contribuição para melhorar e ampliar as inspeções de armas no Iraque, prometeu Schröder. Putin, por sua vez, confirmou que as posições da Alemanha e da Rússia nas questões chave da situação internacional se aproximaram, na conversa que haviam acabado de encerrar. "Os esforços por uma pacificação do conflito têm de continuar", exigiu o presidente russo, aduzindo: "nós defendemos o domínio do direito internacional na solução de situações de crise".

A solução do conflito tem de passar pelo Conselho de Segurança da ONU, exigiu o chefe do Cremlin. Sua posição tem grande peso porque a Rússia é membro permanente do Conselho de Segurança e pode vetar uma resolução que legitime uma guerra contra o Iraque. Putin desaconselhou como incorreto qualificar a resistência contra uma ação militar unilateral dos Estados Unidos contra o Iraque como anti-americanismo. A posição da China, que também tem direito a veto, é semelhante à da Rússia e da França. Dos cinco membros permanentes, só os EUA e seu aliado incondicional, Grã-Bretanha, querem uma guerra e estão ultimando os preparativos.

Confusão e bloqueio

Schröder confirmou a confusão em torno de uma iniciativa teuto-francesa no Conselho de Segurança da ONU. Ele negou que tenha conversado sobre tal plano com Putin. Pouco antes, o ministro russo da Defesa, Sergei Ivanov, havia dito, em Berlim, que seu país iria apoiar uma iniciativa de paz da Alemanha e da França para desarmar o Iraque, por vias pacíficas. O ministro alemão da Defesa, Peter Struck, havia anunciado que Berlim e Paris iriam apresentar ao Conselho de Segurança em Nova York uma resolução criando uma missão de soldados da ONU para desarmar o Iraque.

A iniciativa seria tomada sexta-feira (14), segundo Struck, depois que fosse apresentado um novo relatório dos inspetores de armas da ONU no Iraque, tido como um gatilho para os Estados Unidos dispararem o tiro de partida de uma guerra. Mas a ministra francesa da Defesa, Michèle Alliot-Marie, disse que tal plano não existe. O secretário da Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, saiu chateado da Conferência Internacional para Política de Segurança, em Munique, porque tomara conhecimento do plano através da imprensa.

Para maior desgosto de Rumsfeld, a Bélgica não quer apoiar as medidas dos Estados Unidos para proteção da Turquia, no caso de uma guerra no Iraque. O Ministério belga das Relações Exteriores anunciou que, juntamente com a França e provavelmente a Alemanha, seu país vai bloquear a ajuda militar que o governo americano pediu à Organização do Tratado do Atlântico Norte. O secretário de Estado, Colin Powell, criticou o bloqueio que, se confirmado, vai impedir o início dos preparativos da OTAN esta semana para proteger o aliado vizinho do Iraque.

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