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Alemanha e Portugal escapam de advertência da UE

(av)12 de fevereiro de 2002

Os ministros das Finanças da União Européia deram um voto de confiança à Alemanha e Portugal, livrando-os da advertência por ameaçar as metas de estabilidade. Para o governo Schröder a decisão é um grande alívio.

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Ministro Eichel não receberá advertência pelo déficit que pode ameaçar o euroFoto: AP

A Alemanha livrou-se de levar uma "bronca": nesta terça-feira (12), o Conselho dos Ministros de Finanças dos 15 países da União Européia decidiu que bastará o país se comprometer a cumprir as metas de estabilidade, como propusera na véspera o ministro espanhol. Embora sem conseqüências concretas, o "cartão amarelo" da Comissão Européia, devido ao alto déficit orçamentário, seria um golpe duro para o governo Schröder, neste ano de eleições, expondo-o às críticas da oposição. O déficit da Alemanha em 2001 foi de 2,7% do PIB, sendo 3% o limite estipulado no Tratado de Maastricht.

Segundo o ministro alemão das Finanças, Hans Eichel, a decisão representa "o fim de uma discussão burocrática infrutífera", contribuindo para um "decidido fortalecimento do pacto de estabilidade". Mesmo assim, o ministro criticou a demora para chegar-se ao atual acordo, o que já poderia ter acontecido há seis semanas. Ele também condenou o fato de o assunto haver sido tratado com tanta publicidade. Afinal, a discussão em torno do "cartão amarelo" acirrou-se após uma indiscrição por parte da Comissão Européia. Eichel chegara a Bruxelas visivelmente abatido, estando apenas recém-recuperado de uma hérnia do disco.

Apenas quatro países querem o cartão amarelo –

Dentre os 12 países da Eurolândia que, na madrugada de terça-feira, deliberaram sobre as medidas em face às altas dívidas da Alemanha, apenas a Áustria , Bélgica, Finlândia e Holanda se manifestaram a favor de uma advertência. Para o ministro austríaco das Finanças, Karl-Heinz Grasser, a Alemanha está no caminho econômico errado e precisa de um sinal claro por parte da Europa. Grasser apontou negligências estruturais, sobretudo no que concerne o mercado de trabalho.

Portugal também beneficiou-se da graça do conselho de ministros. Assim como a Alemanha, ele se comprometerá a não ultrapassar os 3% de déficit orçamentário, que, de resto, deverá ser reduzido em todos os níveis. Além disso, os dois países terão que abster-se de decisões com influência negativa sobre o orçamento.