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Mundo

Alemanha e Polônia rejeitam reivindicações de reparação

Schröder e Belka anunciam constituição de equipe de jurisprudentes para tornar impossível, diante de tribunais nacionais e internacionais, a apresentação de queixas visando a indenizações.

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Schröder (dir.) e Belka falam à imprensa após encontro em Berlim

Os governos da Alemanha e da Polônia estão dispostos a revidar com toda a firmeza qualquer tentativa de reivindicação de reparações ou indenizações relacionadas à Segunda Guerra Mundial, dos dois lados da fronteira.

Após encontro em Berlim, nesta segunda-feira (27/9), o chanceler federal Gerhard Schröder e o primeiro-ministro polonês, Marek Belka, anunciaram a constituição de um equipe bilateral de jurisprudentes, que terá por incumbência tomar as medidas necessárias para que queixas apresentadas neste sentido sejam rechaçadas tanto por tribunais nacionais como internacionais.

"O milagre da reconciliação e da amizade entre a Alemanha e a Polônia não pode ser destruído ou prejudicado por pessoas eternamente presas ao passado", declarou o chefe de governo alemão, afirmando que não há nenhum "espaço jurídico nem político" para reivindicações de reparação. Uma posição confirmada por Belka, segundo o qual os dois países estão passando pela melhor fase das relações bilaterais de toda a sua história. "Seria muito prejudicial se subissem à tona agora emoções capazes de estragar isso tudo."

Expatriados de um lado, parlamento do outro

Semanas atrás, uma entidade intitulada Preussische Treuhand – Fiduciária Prussiana – anunciou que vai entrar ainda este ano com queixas contra Varsóvia exigindo indenizações pela perda de bens. Apesar da alusão à Prússia em seu nome, trata-se de uma iniciativa privada, que alega representar os interesses de antigos moradores de regiões alemãs que passaram à Polônia após a Segunda Guerra Mundial.

As reivindicações dessa entidade já foram rechaçadas por Schröder no começo de agosto, quando pronunciou na capital polonesa discurso rememorando os 60 anos do Levante de Varsóvia. Mas o eco persistiu no plano político, levando o Parlamento polonês a exigir do governo que confrontasse Berlim com exigências de reparação pelos danos causados pela Alemanha na guerra. Para Belka, porém, este é um "capítulo encerrado", opinião que reafirmou após seu encontro com Schröder.

Mais em prol da amizade teuto-polonesa

Os dois chefes de governo anunciaram ainda outras medidas para o fomento das relações entre Alemanha e Polônia, tradicionalmente difíceis. Até o mês de novembro, serão nomeados por ambas as partes coordenadores para as relações bilaterais. A Universidade Européia Viadrina, situada em Frankfurt do Oder, na fronteira entre os dois países, será transformada em fundação, para a qual a Alemanha vai contribuir com um capital de 50 milhões de euros.

No próximo 8 de outubro, o presidente da Alemanha, Horst Köhler, vai encontrar-se com o presidente da Polônia, Aleksander Kwasniewski em Passau. Numa mesa-redonda promovida por um grupo editorial, os dois políticos vão fazer um primeiro balanço, seis meses após a ampliação da União Européia para o Leste.

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