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Economia

Alemanha e França tiram zona do euro da maior recessão de sua história

Área de moeda única tem crescimento de 0,3% no segundo trimestre e deixa para trás 18 meses de retração, impulsionada sobretudo por alemães e franceses. Portugal surpreende com primeira expansão em mais de dois anos.

Após um ano e meio, a zona do euro conseguiu, enfim, deixar a maior recessão de sua história. Segundo dados do Eurostat, órgão de estatísticas da União Europeia, divulgados nesta quarta-feira (14/08), o Produto Interno Bruto (PIB) na área de moeda única teve crescimento de 0,3% no segundo trimestre em relação aos três meses anteriores.

Os países que mais contribuíram para esse resultado foram Alemanha e França, as duas maiores economias da zona do euro. A economia alemã cresceu 0,7%, e a francesa, 0,5%. A maior surpresa veio de Portugal, cujo Produto Interno Bruto (PIB) voltou a crescer pela primeira vez em dois anos e meio, com um aumento de 1,1%. A recuperação portuguesa foi impulsionada principalmente pelas exportações de bens e serviços.

Já Itália e Espanha, terceira e quarta maiores economias da zona do euro, tiveram ligeira retração, de respectivamente 0,2% e 0,1%. Na Holanda, o PIB se contraiu 0,2% no segundo trimestre.

O instituto de pesquisas econômicas Ifo, sediado em Munique, espera também para o próximo semestre boas perspectivas econômicas na Europa. No geral, porém, o barômetro do instituto aponta uma tendência negativa para a economia mundial. Sobretudo na Ásia, o clima econômico caiu abaixo da média de longo prazo.

"A recuperação da economia global não está progredindo", afirma o economista do Ifo Kai Carstensen.

Resultado não anima indústria alemã

Apesar dos bons sinais, a indústria alemã não vê motivos para otimismo. A Confederação da Indústria Alemã (BDI) chegou até a baixar sua previsão de crescimento para este ano, de 0,8% para 0,5%. O diretor executivo da BDI, Markus Kerber, disse em Berlim que 0,5% é "muito pouco para um país como a Alemanha".

O aumento de 0,7% do PIB, verificado na Alemanha, não é considerado por Kerber um motivo para comemoração. "Esse desempenho não é considerado satisfatório pela BDI", sublinhou.

A organização se diz preocupada com o fraco índice de investimento. Kerber reivindica do governo, por isso, um programa de investimentos em larga escala nos próximos anos e pede que o Estado use para isso futuros excedentes orçamentais.

"Não devemos esquecer que o primeiro trimestre foi muito ruim", alerta por sua vez o economista Christoph Schmidt, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica da Renânia-Vestfália.

Ele atribui parte do bom resultado na Alemanha à sazonalidade, devido ao fim do inverno europeu. O especialista lidera desde março o conselho de cinco peritos em economia que assessora o governo alemão. O grupo prevê um aumento do PIB alemão em 0,3% para 2013.

"Apesar do crescimento relativamente forte no segundo trimestre, provavelmente não será mesmo mais do que isso", reitera Schmidt. "Mantemos nosso prognóstico cauteloso."

MD/dpa/rtr/afp

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