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Mundo

Alemanha e França questionam redistribuição de refugiados

Berlim e Paris afirmam que falta equilíbrio em proposta apresentada pela Comissão Europeia. Planos da UE preveem que os dois países acolham quase 40% dos migrantes que chegam ao bloco europeu.

Os governos da Alemanha e da França manifestaram nesta segunda-feira (1°/06) preocupação quanto aos planos da Comissão Europeia de redistribuir migrantes que chegam ao continente pela Itália e pela Grécia. Berlim e Paris afirmaram que a comissão precisa levar em conta os esforços que ambos os países já fizeram para acolher requerentes de asilo.

Na semana passada, o órgão executivo da União Europeia (UE) propôs a redistribuição de 40 mil refugiados da Síria e da Eritreia, que se encontram atualmente na Itália e na Grécia, entre outros países-membros da UE. O plano faz parte de uma nova política de refugiados do bloco, cuja agenda de imigração prevê um sistema de cotas.

Entre os critérios para a distribuição dos refugiados nos diversos países europeus estão o número de habitantes, o PIB e a taxa de desemprego. Segundo o sistema de cotas, Alemanha e França deverão acolher por volta de 40% dos migrantes na União Europeia.

Em declaração conjunta, os ministros do Interior alemão e francês – Thomas de Maizière e Bernard Cazeneuve, respectivamente – afirmaram que falta equilíbrio na proposta apresentada pela Comissão Europeia.

"Este mecanismo de redistribuição temporária precisa ser fundamentado em dois princípios de igual importância: responsabilidade e solidariedade. Acreditamos que o equilíbrio entre esses dois princípios ainda não foi alcançado", declararam os ministros. Para se chegar a esse equilíbrio, De Maizière e Cazeneuve afirmam que "discussões profundas serão necessárias em nível europeu".

Segundo os ministros, a proposta elaborada por Bruxelas deveria levar em conta os esforços já efetuados. "Atualmente, cinco países-membros dividem 75% dos requerentes de asilo. França, Alemanha, Suécia, Itália e Hungria", disseram os ministros, afirmando que tal situação "não é sustentável".

De acordo com os dois políticos, tal mecanismo de redistribuição deve permanecer "temporário e excepcional" e inserir-se numa abordagem global sobre a migração.

CA/afp/rtr

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