Alemanha e França querem setor privado envolvido no resgate à Grécia | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 17.06.2011
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Mundo

Alemanha e França querem setor privado envolvido no resgate à Grécia

Participação deverá acontecer de forma voluntária e em comum acordo com o Banco Central Europeu, destacaram Merkel e Sarkozy. Líderes defenderam ainda uma resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria.

Crise grega foi tema de destaque no encontro entre Merkel e Sarkozy em Berlim

Crise grega foi tema de destaque no encontro entre Merkel e Sarkozy em Berlim

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler federal alemã, Angela Merkel, chegaram a um consenso sobre uma nova estratégia de combate à crise da dívida da Grécia em encontro realizado nesta sexta-feira (17/06), em Berlim. Os dois governos querem a participação voluntária de credores privados no resgate da economia grega.

Como lembrou Merkel, não há base legal para obrigar os credores a participar. Os líderes também definiram que a participação do setor privado deve ser elaborada com a concordância com o Banco Central Europeu.

Merkel e Sarkozy também concordaram que a decisão sobre um novo pacote de ajuda para a Grécia deve sair o mais rápido possível. "Quanto mais rápido resolvermos o problema, melhor", afirmou Merkel. Também Sarkozy disse que não há tempo a perder.

A Grécia recebeu crédito de urgência de 110 bilhões de euros no ano passado, porém já está claro para os demais países da zona do euro a necessidade de mais uma injeção de recursos nos cofres estatais gregos.

A participação de credores privados não vinha sendo uma ideia unânime. Sarkozy e Merkel se posicionaram a favor de um segundo pacote de ajuda para reforçar o anterior. O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, sugere ainda que se estenda o prazo de pagamento das dívidas gregas para sete anos.

Instabilidade síria

Apesar da resistência da Rússia e de outros países, Alemanha e França insistem numa resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre a violência política na Síria. Merkel e Sarkozy informaram que querem conversar com os líderes russos sobre o assunto.

Rússia e China se opõem a uma resolução e ambos os países têm poder de veto no conselho. Caso haja um consenso no órgão, o regime do presidente sírio Baschar al-Assad poderá ser alvo de sanções. Merkel justificou a mobilização enfatizando que está sendo empregada "violência contra a população civil em estilo e modo inaceitáveis".

Ao contrário do caso líbio, Sarkozy é contra o emprego de forças militares na Síria, mas a favor de sanções severas. A França participou intensamente das negociações por uma resolução contra o regime de Muammar Kadafi. "Até onde eu sei, não há qualquer resolução do Conselho de Segurança, na qual a Síria é relacionada", disse o presidente francês.

Centrais nucleares

Sarkozy declarou ainda que concorda com a participação de especialistas alemães nos testes de centrais nucleares em seu país. Ele destacou que não há segurança sem transparência. "Nós vamos avançar em tudo no que se refere à segurança das usinas nucleares francesas", garantiu.

Diferentemente da Alemanha, apesar do desastre na central nuclear de Fukushima, a França quer continuar usando energia nuclear. Duas das 58 centrais francesas, Cattenom e Fessenheim, localizam-se perto da fronteira com a Alemanha, e Sarkozy disse que seu país está aberto aos inspetores estrangeiros.

Por outro lado, Merkel disse ter ficado surpresa com as dúvidas mostradas por alguns setores sobre a suficiência no abastecimento de energia do país após o recuo da Alemanha no uso de energia com base nuclear.

MP/dap/dpa/afp/dw
Revisão: Alexandre Schossler

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