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Mundo

Alemanha e França por fortalecimento militar da UE

No encontro anual de cúpula franco-alemão, encerrado terça-feira (30) em Schwerin, Gerhard Schröder e Jacques Chirac discutiram possibilidades de fortalecer as estruturas militares e de defesa da União Européia.

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Schröder e Chirac, em Schwerin, no leste da Alemanha, no 79º encontro de cúpula franco-alemão

A Alemanha e a França apóiam em termos gerais a sugestão belga de ampliar as estruturas militares da UE, segundo confirmaram membros de ambos os governos ao diário alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung. O primeiro-ministro belga, Guy Verhofstadt, havia sugerido que os países-membros da UE reunissem suas tropas multinacionais sob um comando único e se comprometessem ao apoio militar mútuo.

A proposta foi tratada também na reunião do Conselho de Segurança e Defesa teuto-francês, reunido em Schwerin sob a presidência dos dois chefes de governo. Segundo o presidente francês Jacques Chirac, a declaração final do conselho vai ao encontro da sugestão de Verhofstadt.

Conselho teuto-francês – O documento afirma que Paris e Berlim pretendem tratar com os parceiros da UE sobre a questão da "multilateralização" dos comandos militares. Os dois governos apóiam um fortalecimento da cooperação entre os quinze países-membros da UE e, de maneira especial, "uma harmonização no planejamento das necessidades militares e uma integração das capacidades e recursos, sempre que possível".

O Conselho de Segurança e Defesa teuto-francês foi encarregado de preparar propostas para o desenvolvimento futuro da Política Européia de Segurança e Defesa (PESD), que serão apresentadas, no final de janeiro de 2003, à Convenção de Reforma da União Européia.

Países neutros – O ministro francês das Relações Exteriores, Dominique de Villepin, ressaltou em Schwerin, por outro lado, a necessidade de rediscutir a questão das garantias mútuas de segurança com os países neutros da UE, que não fazem parte de alianças militares: Irlanda, Suécia, Finlândia e Áustria.

Na conferência de cúpula de Sevilha, os chefes de Estado e de governo esclareceram que o acordo de Nizza, assinado em 2000, não obriga nenhum país-membro a dar garantias recíprocas de defesa. A intenção foi de apoiar o governo irlandês, às voltas com o segundo plebiscito para aprovação do acordo de Nizza. Um representante do governo alemão declarou que Berlim não tem problemas com a eventual introdução de uma cláusula de apoio mútuo, mas levantou a questão, se seria sensato tratar do assunto às vésperas do referendo de Dublin.