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Mundo

Alemanha e França mais unidas

O Tratado do Eliseu completa 40 anos de existência reafirmando o fortalecimento das relações teuto-francesas e a importância da cooperação entre os dois países para o futuro da União Européia.

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O presidente da França, Jacques Chirac, ao lado do chanceler federal da Alemanha, Gerhard Schröder

Por ocasião dos preparativos para os festejos dos 40 anos do tratado de cooperação entre a Alemanha e a França, o chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, e o ministro das Relações Exteriores, Joschka Fischer, serão recebidos em Paris na noite de terça-feira (14/01).

O encontro informal com o presidente francês, Jacques Chirac, e o ministro do Exterior, Dominique de Villepin, tem como objetivo fazer a revisão final e acertar os últimos detalhes da declaração conjunta que será anexada ao Tratado do Eliseu, firmado em 22 de janeiro de 1963.

A inclusão de novas diretrizes serve para reafirmar a disposição da Alemanha e da França de continuarem estreitando laços e unindo esforços em prol da União Européia. Neste sentido, ambos os países pretendem adotar uma mesma linha de pensamento em relação à política externa e de segurança, que extrapole o âmbito bilateral e vigore, por exemplo, nas posturas a serem adotadas no Conselho de Segurança da ONU, que dentro em breve irá discutir sobre o conflito no Iraque e a iminência de uma guerra.

O semanário alemão Der Spiegel citou em sua mais recente edição trechos da declaração conjunta que será anexada ao Tratado do Eliseu, onde Schröder e Chirac anunciam a intenção de "defender pontos de vistas e estabelecer estratégias em relação aos países do Terceiro Mundo de forma conjunta, perante agremiações internacionais, incluindo o Conselho de Segurança das Nações Unidas".

Força motriz da União Européia

França e Alemanha não deixaram a União Européia de lado. As duas nações destacam a necessidade de os países da UE estabelecerem uma cooperação ainda mais estreita em questões financeiras, econômicas, jurídicas e de política interna. A declaração teuto-francesa sugere aos demais membros da comunidade a criação de uma promotoria e de uma polícia de fronteira da União Européia, bem como a organização de um banco de dados único para uso policial.

Outra proposta feita por Schröder e Chirac é a fundação de um centro europeu voltado à economia internacional, que assumiria a responsabilidade de examinar e elaborar análises e propostas visando a uma maior uniformidade nas políticas econômicas, financeiras e de comércio adotadas pelos países da UE.

Inédito na história teuto-francesa

Os governos francês e alemão pretendem ainda nomear um encarregado especial, uma espécie de secretário-geral, para coordenar o trabalho conjunto entre os dois países. De acordo com Der Spiegel, está prevista também a participação alternada de ministros da Alemanha em reuniões do gabinete da França e vice-versa, objetivando a elaboração de projetos de lei semelhantes em ambos os países, especialmente em assuntos referentes ao direito de família e cidadania.

A festa dos 40 anos de existência do Tratado do Eliseu será comemorada de forma inédita, com a participação de ambos os parlamentos. No dia 22 de janeiro, cerca de 800 parlamentares alemães e franceses estarão reunidos no Castelo de Versailles para uma sessão plenária onde o chanceler federal da Alemanha, Gerhard Schröder, e o presidente da França, Jacques Chirac, irão reafirmar o compromisso e revelar as novas perspectivas da cooperação teuto-francesa .

Tratado do Eliseu, uma união que deu certo

O Tratado do Eliseu foi assinado no dia 22 de janeiro de 1963 pelo então presidente francês Charles de Gaulle e o chanceler alemão Konrad Adenauer. O documento previa encontros semestrais dos líderes políticos e trimestrais dos ministros do Exterior da França e Alemanha, com o objetivo de fomentar a cooperação entre ambos os países, especialmente nas áreas de política internacional, defesa e cultura.

Vigora também o compromisso mútuo de uma consulta no tocante a qualquer decisão importante de política externa. A cooperação franco-alemã é tida como uma importante contribuição para a solidificação da União Européia.