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Mundo

Alemanha e França debatem marasmo das relações bilaterais

As consultações bilaterais entre a França e a Alemanha serão realizadas desta vez num clima difícil: não existem temas comuns, com os quais se possa demonstrar coesão.

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O chanceler alemão Gerhard Schröder (esq.) e o presidente francês Jacques Chirac

O chanceler federal da Alemanha, Gerhard Schröder e o presidente da França, Jacques Chirac, estarão reunidos em Schwerin, norte da Alemanha, nos dias 30 e 31 de julho, para as consultações bilaterais de rotina.

Contudo, as relações entre a França e Alemanha parecem não estar no compasso da tão prometida normalidade entre os países arquiinimigos que se reconciliaram no pós-guerra. Até hoje, os dois vizinhos ainda precisam da força simbólica do chamado "relacionamento especial" entre ambos.

Legião de Honra – Há alguns dias, o presidente Chirac concedeu ao candidato democrata-cristão a chanceler federal da Alemanha, Edmund Stoiber, a medalha da Ordem de Comendador da Legião de Honra, por ocasião de sua visita à Paris. Tal distinção, entretanto, até hoje não foi dada ao atual chanceler federal, o social-democrata Gerhard Schröder.

Este gesto, na interpretação dos políticos, significa que o relacionamento entre Chirac e Schröder não tem a mesma qualidade que as relações mantidas entre ex-chefes de governos, como Konrad Adenauer e Charles de Gaulle, Helmut Schmidt e Valéry Giscard d'Estaing, e também Helmut Kohl e François Mitterrand.

"É uma crítica sem fundamento", frisou o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Joschka Fischer, lembrando que o processo de expansão da UE para o Leste Europeu, por exemplo, foi relançado através do esforço conjunto de Chirac e Schröder.

Amizade – O relacionamento entre as duas potências européias não está em crise e sim um pouco adormecido. Apesar das diferenças políticas, tanto a França quanto a Alemanha tem consciência de que a unidade da Europa depende da iniciativa de ambos. Pelo visto, é chegada a hora de um novo impulso. A época da reconciliação histórica, como a da assinatura do Tratado do Eliseu, em 1963, que constituiu a base da aproximação entre os dois povos, parece estar ultrapassada. Por isso, França e Alemanha buscam uma razão mais atual para comemorar os 40 anos de existência do tratado.

Em sua última viagem a Paris, Joschka Fischer deixou claro que antigamente se falava na "geração pós-guerra". Hoje, a denominação é "geração Europa". Exatamente por isso, a revalorização do Tratado do Eliseu não pode ficar limitada aos dois países, devendo abranger toda a Europa.

Encontro – Resta saber como os políticos irão tratar da questão nas próximas consultações bilaterais, nos dias 30 e 31 de julho, em Schwerin. Incrementar o programa de intercâmbio estudantil e fomentar o ensino dos idiomas alemão e francês são propostas fáceis de serem discutidas e aprovadas. Difícil é saber se surtirão resultados práticos.

Assuntos mais contundentes, como a política agrária na UE, só serão abordados após as eleições de setembro na Alemanha. Fica no ar a dúvida, se os assuntos a serem tratados têm realmente relevância. O certo é que a população dos dois países está cada vez mais exigente e não se contenta com meros símbolos e declarações.