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Mundo

Alemanha e China apelam aos EUA em prol do Acordo de Paris

Em comunicado conjunto, Berlim e Pequim pedem que Estados Unidos mantenham compromisso assumido com outros 195 países e ressaltam que saída americana não representaria fim de pacto climático.

Ministra alemã do Meio Ambiente, Barbara Hendricks, ao lado do homólogo chinês, Xie Zhenhua

Ministra alemã do Meio Ambiente, Barbara Hendricks, ao lado do homólogo chinês, Xie Zhenhua

A Alemanha e a China apelaram aos Estados Unidos nesta segunda-feira (22/05) para que mantenham seu compromisso com o acordo com o Acordo de Paris sobre o clima. Num comunicado conjunto, os ministros do Meio Ambiente de ambos os países pediram que Washington não abandone o tratado.

"Estamos intervindo em todos os níveis para que os Estados Unidos permaneça no acordo sobre o clima", destacou a ministra alemã do Meio Ambiente, Barbara Hendricks, em Berlim.

Segundo ela, o compromisso de Washington com o tratado fortaleceria os esforços para reduzir o aquecimento global e poderia ser economicamente vantajoso para o país.

O presidente americano, Donald Trump, já manifestou o desejo de deixar o acordo e chegou a dizer que as mudanças climáticas são uma farsa inventada pela China para enfraquecer as exportações americanas.

O Acordo de Paris, aprovado em 2015 por 196 países, estabelece metas para a redução de emissões de gases do efeito estufa e a diminuição de uso de combustíveis fósseis. As medidas visam limitar o aquecimento global ao máximo de 2ºC acima dos níveis pré-industriais.

Hendricks ressaltou que a saída dos EUA seria prejudicial, porém, não precisa significar o fim do acordo. "Em caso da retirada, seria crucial para o resto do mundo manter a proteção climática. Tenho certeza de que teremos sucesso e de que não haverá um efeito dominó [com a possível saída dos EUA]", acrescentou.

A China, o maior poluidor do mundo, por sua vez, destacou que implementará todas as medidas estipuladas pelo acordo. O ministro chinês do Meio Ambiente, Xie Zhenhua, afirmou que essa é uma responsabilidade que deve ser assumida pensando nas futuras gerações. "Essa é a posição da China diante das incertezas atuais", ressaltou.

Representantes de cerca de 30 países reuniram-se em Berlim nesta segunda-feira para o Diálogo Climático de Petersburg, uma rodada preparatória para a próxima Conferência do Clima, marcada para novembro em Bonn.

CN/ap/afp/rtr/dpa

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