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Economia

Alemanha e Brasil caem em ranking da competitividade

Chile é o país latino-americano melhor posicionado. Eficiência da política governamental brasileira e alemã piorou.

A Alemanha regrediu três anos e o Brasil, quatro, em termos de competividade internacional. É o que mostra o Relatório Anual de 2002 do IMD (International Institute for Management Development), de Lausanne, na Suíça. Alemanha caiu do 12° para o 15° lugar, e o Brasil, da 31ª para a 35ª posição entre os países mais competitivos do planeta.

Dos seis países latino-americanos avaliados pela escola de administração suíça, apenas dois conseguiram melhorar suas posições no ranking de competividade internacional em relação a 2001: o Chile subiu do 24° para o 20° lugar, e a Colômbia, do 46° para o 44°.O México caiu da 36ª para a 41ª posição, a Venezuela estagnou no penúltimo lugar (48°) e a Argentina caiu da 43ª para a lanterna (49ª).

O IMD avaliou 314 indicadores para elaborar o ranking de 49 países. A análise incluiu índices tradicionais, como inflação e crescimento econômico, mas também fatores como política fiscal e abertura econômica.

Capital externo - A queda do Brasil decorreu, principalmente, do refluxo dos investimentos externos. Além disso, o país apresentou um dos maiores déficits nas transações com o exterior. Nos dois anos anteriores, o Brasil havia ficado em 31º lugar. Em 2002, despencou para o 35º, mesma posição que ocupava em 1998.

Segundo o IMD, em números absolutos a conta corrente brasileira é a 47ª pior do mundo. Em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), o país melhorou um pouco e passou para o 43º posto do ranking. Nas exportações, o Brasil teve o seu melhor desempenho. A taxa de crescimento nas vendas do país ao exterior foi a segunda maior entre os 49 países.

Último lugar no mercado de trabalho

A Alemanha caiu da 11ª posição em 2000 e 12ª em 2001 para a 15ª em 2002. Em termos de eficiência das políticas governamentais, o país despencou oito posições, da 18ª para a 26ª. Na política financeira, ficou em 44º lugar, nas contribuições sociais, em 46º, e na tributação sobre empresas, em 45º.

Devido à sua inflexível legislação trabalhista, a Alemanha ficou em último lugar na política para o mercado de trabalho. O seguro-desemprego alemão é considerado um convite à ociosidade. O país enfrenta um carência de mão-de-obra especializada, mas dificulta a contração de estrangeiros.

O fluxo de capital externo para a Alemanha foi o maior do mundo e o país ocupa o segundo lugar em saldo positivo nas exportações, mesma posição ocupada em investimentos na saúde.

Segundo o IMD, mesmo com o impacto da recessão econômica e dos atentados terroristas, pelo quarto ano consecutivo, os Estados Unidos ficaram em primeiro lugar. Em segundo lugar ficou a Finlândia. A Dinamarca subiu da 15ª para a 6ª posição. "Os países que, nos últimos anos, tiveram altas taxas de crescimento econômico sofrem cada vez mais com a volatilidade de seu desenvolvimento econômico", conclui o IMD.

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