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Mundo

Alemanha e Índia querem consolidar parceria estratégica

Em visita à Índia, o chanceler federal Gerhard Schröder reiterou o desejo de estreitar ainda mais as relações entre os dois países.

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Chanceler federal alemão (esq) e o primeiro-ministro da Índia

A Alemanha e a Índia pretendem unir esforços para consolidar uma parceria estratégica em âmbito internacional e incrementar ainda mais as relações comerciais bilaterais. Durante visita de dois dias à Índia, o chanceler federal da Alemanha, Gerhard Schröder, e o primeiro-ministro Manmohan Singh reiteraram nesta quinta-feira (07/10) o apoio mútuo para um mandato permanente no Conselho de Segurança da ONU e o desejo de intensificar a troca comercial entre ambos os países, duplicando o volume de negócios nos próximos cinco anos.

Gerhard Schröder in Indien

Schröder passou a tropa em revista

Schröder garantiu que fará o possível para que a Índia se aproxime mais da União Européia e do G-8. "Nós consideramos a Índia um parceiro muito importante, não apenas na região mas no âmbito da política internacional." No último encontro do G-8, nos Estados Unidos, o chanceler federal sugeriu uma ampliação do grupo a longo prazo, citando como países candidatos China, Brasil e Índia. Um contato mais estreito da Índia com os países-membros da UE também recebe apoio do governo alemão.

Interesses unânimes

Com relação às reformas da ONU, ambos possuem "os mesmos interesses". Ao lado do Brasil e do Japão, a Índia e a Alemanha almejam um mandato permanente no Conselho de Segurança. Conforme salientou o chefe de governo alemão, "um Conselho de Segurança modernizado precisa espelhar a realidade do mundo de hoje".

Neste contexto, "tanto a Índia, como maior democracia do mundo e uma das fundadoras das Nações Unidas, quanto a Alemanha têm disposição e capacidade para assumir responsabilidades nessa organização".

Laços comerciais

Begrüßung von Bundeskanzler Gerhard Schröder in Indien, Asienreise 2004

Schröder é recebido na Índia

Até 2009, Schröder e Singh esperam duplicar o volume de negócios entre os dois países, chegando aos dez bilhões de euros. No ano passado, a troca comercial teuto-indiana superou a marca dos cinco bilhões de euros. Perante a delegação de 22 empresários que acompanham o chanceler federal em sua viagem ao segundo país mais populoso do mundo, Singh manifestou novamente o desejo de receber em seu país um volume maior de investimentos diretos da economia alemã.

Em contrapartida, Schröder reafirmou que a Alemanha continua de portas abertas para os especialistas em informática, lembrando que com a nova lei de imigração tais profissionais estrangeiros têm mais facilidades no país. Atualmente cerca de 5500 indianos possuem o green card, documento que autoriza o trabalho em solo alemão.

Perspectiva vantajosa

O interesse em uma aproximação maior entre a Alemanha e a Índia não é repentino e vem se consolidando através dos anos. Em 2001, foi acertado que ambos os chefes de governo iriam se encontrar pelo menos uma vez por ano. Contando esta visita, Schröder já esteve duas vezes em Nova Délhi. No ano passado, o então primeiro-ministro indiano Atal Bihari Vajpayee visitou a Alemanha e o ex-presidente alemão Johannes Rau viajou para a Índia.

Schröder foi o primeiro chefe de governo a se encontrar com o novo primeiro-ministro da Índia desde que ele assumiu o poder, em maio deste ano. Nunca os contatos foram tão intensos. A perspectiva é vantajosa para ambas as nações.

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