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Economia

Alemanha diz que não vai contrair novas dívidas a partir de 2015

Nas últimas décadas, o Estado alemão acumulou mais de 2,1 trilhões de euros em dívidas. Segundo o desejo do ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, a partir de 2015, o país pretende reduzir o endividamento.

Para a Alemanha, 2015 pode ser um ano histórico. De acordo com o planejamento financeiro do governo, a partir do próximo ano país não pretende contrair mais dívidas. Desde 1969, nenhum governo conseguiu gerir o orçamento alemão com o dinheiro que entra nos cofres públicos.

Para que esse objetivo seja realmente alcançado, uma redução da carga tributária não está prevista para os cidadãos do país. Além disso, o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, quer dispensar a contração de novos empréstimos até 2018 e, em vez disso, trabalhar na amortização do endividamento, declarou um porta-voz do ministério de Schäuble, neste sábado (28/06), em Berlim.

Ministério diz estar em bom caminho

"Estamos zerados", disse um orgulhoso representante do Ministério das Finanças nesta sexta-feira. Ele afirmou ainda que não há nenhuma contradição em consolidar o orçamento e aquecer a economia. "Apostamos em crescimento em vez de dívidas."

De acordo com o ministério, pretende-se gastar mais com educação, pesquisa e infraestrutura. Além disso, os estados e prefeituras deverão ser aliviados financeiramente.

O governo afirmou que não prevê nenhum superávit orçamentário para os próximos anos. "Neste planejamento financeiro, não contamos com nenhum superávit", disse o ministério em Berlim, ressaltando que o importante é a chamada sustentabilidade da dívida.

Aqui se estaria em bom caminho, afirmou o órgão, pois o endividamento orçamentário alemão em comparação com o rendimento econômico do país deve diminuir de 76%, neste ano, para menos de 70% até o final de 2017. O limite de 60% previsto para os países da zona do euro deverá ser alcançado nos próximos dez anos.

De acordo com cálculos do ministério, os gastos do Estado alemão deverão aumentar dos 296,5 bilhões previstos para este ano para 329,3 bilhões em 2018. Nesse mesmo período, as receitas fiscais deverão se elevar de 268,2 bilhões para 311,8 bilhões de euros.

Oposição critica cálculos

Segundo a oposição, no entanto, os especialistas orçamentários do governo estariam trabalhando com truques aritméticos para o cálculo do orçamento. O ministério estaria calculando juros muito baixos e receitas fiscais exageradas.

Na próxima quarta-feira, o gabinete de governo em Berlim deverá aprovar o orçamento de 2015 e planejamento financeiro até 2018.

CA/dpa/rtr/afp/dw

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