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Mundo

Alemanha dita condição para ampliar mandato da ISAF

O ministro alemão da Defesa, Rudolf Scharping, condicionou uma ampliação geográfica do mandato da força multinacional no Afeganistão à participação de mais países.

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Scharping quer que outros países também assumam responsabilidade

Em entrevistas publicadas pela imprensa alemã neste domingo (10), Scharping afirmou: "Se for ampliada a área de atuação das tropas de paz, então é preciso que outros países assumam mais responsabilidades." O ministro deixou claro que a Alemanha se opõe a uma tal extensão. Já anteriormente, o chanceler alemão, Gerhard Schröder tinha expressado as suas reservas quanto a uma eventual ampliação do mandato da Força Internacional de Assistência à Segurança no Afeganistão (ISAF).

A ISAF, que opera exclusivamente na capital Cabul, é constituída por cerca de 4.500 militares: 1.870 britânicos, 600 alemães, 520 franceses e 350 italianos. A extensão do seu mandato a outras cidades e regiões do Afeganistão é defendida por vários responsáveis, que argumentam com a situação de insegurança em todo o país. A decisão deve ser tomada até o final do mês de abril.

O chefe do governo interino do Afeganistão, Hamid Karzai, afirmou que a extensão do mandato da ISAF é um desejo do povo afegão, cansado de 23 anos de guerras sucessivas. O representante especial das Nações Unidas, Lakhdar Brahimi, também defende o alargamento do campo de ação da força multinacional às principais cidades afegãs. O mesmo ocorre com a alta comissária da ONU para os direitos humanos, Mary Robinson, a qual argumenta que só num contexto de segurança é que os direitos humanos podem ser garantidos.

Combates prosseguem

As forças norte-americanas e afegãs pró-governamentais prosseguiram, neste domingo (10), a ofensiva no leste do país, embora os combates tenham diminuído significativamente. Segundo um porta-voz militar norte-americano, major Brian Hilferty, a resistência dos combatentes talibãs e da Al Qaeda, entrincheirados na região, está bastante enfraquecida.

Em decorrência disto, os Estados Unidos pretendem retirar 400 soldados da frente de batalha. Mas a Operação Anaconda não será ainda dada como encerrada.

Hilferty afirmou que uma "vasta zona", inicialmente nas mãos dos combatentes inimigos, está atualmente sob o controle das forças norte-americanas e, nas últimas 24 horas, não se registrou qualquer momento de "fogo intenso" da parte dos resistentes.

Fontes oficiais dos Estados Unidos calculam em pelo menos 500, o número de inimigos mortos nas montanhas afegãs, desde o início da Operação Anaconda. O total dos talibãs e integrantes do Al Qaeda, que ainda resiste, é calculado em torno de 200 combatentes.