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Economia

Alemanha distante da sociedade de informação

Estudo revela que a Alemanha ainda precisa fazer muito para se equiparar a outros países industrializados na utilização da internet para o intercâmbio de dados, principalmente no setor público.

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As escolas alemãs têm apenas um PC para cada 14 alunos

Os números absolutos revelados pelo estudo da BITKOM, a federação das empresas de informação, telecomunicação e novas mídias, dão motivo a otimismo: a Alemanha tem o terceiro maior mercado de internet do mundo, depois dos Estados Unidos e do Japão. Até o final do ano, 40 milhões de usuários estarão utilizando a internet, uma em cada duas pessoas terá um PC em casa.

Comparação desvantajosa para a Alemanha

Os dados adquirem outro peso, porém, quando comparados com os de outros países industrializados: nos EUA e na Escandinávia, oito em cada dez pessoas já navegam na rede mundial. "Um atraso que não se pode recuperar nem em cinco ou dez anos", lamenta Bernhard Rohleder, diretor da BITKOM. "Se continuarmos no ritmo atual, instalando 1,5 milhão de computadores a mais por ano, vamos precisar de uns 30 anos para alcançar os EUA", conclui.

As causas principais, segundo o estudo da BITKOM, são os conhecimentos deficientes de inglês da população alemã e os preços altos para um PC moderno e o acesso à internet.

A situação é precária sobretudo no setor público, em especial no sistema de ensino e no de sáude. Em 2002, havia nas escolas alemãs um computador para cada 14 alunos, sendo que apenas a metade dos aparelhos dispunha de acesso à internet. O contraste é gritante com relação à Dinamarca, por exemplo, onde já há dois anos cada aluno dispõe de um PC com acesso à rede.

Dos médicos de clínica geral na Alemanha, apenas 6% fazem uso da internet para a troca de dados de pacientes. Neste aspecto, Rohleder cita como modelar o sistema norte-americano, onde cada paciente dispõe de um cartão magnético em que estão armazenados todos os dados relacionados com sua saúde e tratamentos médicos. Um recurso que, na opinião de Rohleder, poderia facilitar muito a assistência médica também na Alemanha.

O estudo da BITKOM aponta ainda para déficits no chamado e-government, ou seja na utilização da rede pelas administrações públicas, ponto em que a Alemanha ainda continua distante do padrão alcançado, por exemplo, por alguns países escandinavos.

Crise reflete-se na CeBIT

De modo geral, a TI é um setor em estagnação na Alemanha: para este ano, a BITKOM conta com um crescimento mínimo: 0,4%, devendo o faturamento alcançar os 136,5 bilhões de euros. A federação deposita suas esperanças na CeBIT, a maior feira do setor do mundo, que sempre funciona como grande impulsionador de inovações e investimentos.

No entanto, a edição deste ano — de 12 a 19 de março em Hanôver — ressente-se desde já da crise conjuntural e dos reflexos da crise no Iraque: os organizadores contam com cerca de 6500 expositores (em 2002, compareceram quase 8 mil) e 600 mil visitantes. Já em 2002, a feira foi visitada por 674 mil pessoas, pela primeira vez em seis anos um número bem inferior a 700 mil.

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