Alemanha descarta uso de scanners corporais em aeroportos após testes | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 01.09.2011
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Alemanha

Alemanha descarta uso de scanners corporais em aeroportos após testes

O scanner de corpo inteiro foi testado durante dez meses no aeroporto de Hamburgo e apresentou muitas falhas, afirmaram as autoridades. Tecnologia será aperfeiçoada e poderá voltar ao uso mais tarde.

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Passageiros na fila do scanner do corpo inteiro em Hamburgo

As autoridades alemãs decidiram não utilizar o scanner de corpo inteiro para controles de segurança em passageiros. Durante os dez meses de testes no aeroporto de Hamburgo, os aparelhos apresentaram um alto índice de erros, afirmou nesta quarta-feira (31/09) o ministro alemão do Interior, Hans-Peter Friedrich.

A associação das empresas alemãs do setor de aviação civil (Bundesverband der Deutschen Luftverkehrswirtschaft) recebeu bem a notícia, devido aos frequentes alarmes falsos emitidos pelos aparelhos.

Deutschland Hamburg Flughafen Körper Scanner

Manchas amarelas indicam as áreas suspeitas

Os aparelhos foram usados no aeroporto de Hamburgo de 27 de setembro de 2010 a 31 de julho de 2011. Nesse período, 809 mil passageiros passaram pelo scanner. A cota de erro ficou acima de 50%. Pregueados nas roupas e manchas de suor dispararam frequentemente o alarme. Como todos os passageiros "não aprovados" pelo scanner tiveram que ser revistados manualmente, o uso do aparelho apenas tornou mais lento o controle de passageiros.

Friedrich afirmou que o trabalho no desenvolvimento dos aparelhos e principalmente do software continua. Ainda não há uma previsão de quando os aparelhos voltam ao teste prático em aeroportos. Com a retirada dos scanners, detectores de metal vão ser instalados no aeroporto de Hamburgo.

Em toda Europa os scanners de corpo inteiro são usados apenas em fase de testes. A Comissão Europeia quer apresentar até o final do ano uma norma que regulamenta o uso dos aparelhos.

A introdução dos scanners de corpo na Alemanha foi controversa desde o início. Os aparelhos testados no aeroporto de Hamburgo usam ondas milimétricas e não raio-x. O corpo do passageiro é apresentado como um desenho e as partes que o scanner detecta como perigosas fica manchadas de amarelo.

CS/rtr/dapd/dpa
Revisão: Alexandre Schossler

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