Alemanha descarta colaborar para execução de terroristas do 11 de Setembro | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 21.11.2009
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Mundo

Alemanha descarta colaborar para execução de terroristas do 11 de Setembro

Governo alemão enviará observadores ao julgamento de cinco acusados de planejar os ataques de 11 de Setembro. Objetivo é garantir que material fornecido pela Alemanha não leve à pena de morte.

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Torres gêmeas do World Trade Center ao fundo, após ataques de 11 de setembro de 2001

O governo alemão enviará observadores a Nova York para garantir que material por ele fornecido não seja usado para condenar à morte cinco homens acusados de planejar os ataques de 11 de Setembro, afirmou neste sábado (21/11) a porta-voz do Ministério alemão da Justiça Katharina Jahntz, confirmando reportagem da revista Der Spiegel.

No último dia 13, o Departamento de Justiça dos EUA anunciou que Khalid Sheikh Mohammed e mais quatro homens serão levados a julgamento numa corte federal e que os acusados poderão ser condenados à morte. Uma data para o julgamento não foi divulgada.

Três dos quatro pilotos suicidas que executaram os ataques em Nova York e Washington viveram e estudaram em Hamburgo, no norte da Alemanha. A Alemanha repassou resultados de suas próprias investigações para a acusação, com a condição de que uma possível sentença de morte não seja baseada nesse material. A pena capital não existe no país europeu.

"Nesse caso vamos acompanhar com muita atenção para que as garantias dadas [pelo governo dos Estados Unidos] sejam respeitadas", disse a ministra da Justiça, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, à revista Der Spiegel.

Porém não está claro como será feita a distinção entre o uso do material fornecido pela Alemanha e o uso de outras possíveis provas.

No caso de Zacarias Moussaoui, um cidadão francês que cumpre pena de prisão perpétua nos Estados Unidos devido à sua participação nos ataques de 11 de Setembro, provas fornecidas pelo governo alemão foram utilizadas apenas na parte inicial do julgamento e não durante a preparação da sentença.

O advogado de defesa de Ramzi Binalshibh, um dos acusados, declarou à revista que uma possível condenação de seu cliente será muito difícil sem o material disponibilizado pela Alemanha.

AS/dpa/ap

Revisão: Carlos Albuquerque

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