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Economia

Alemanha cria seguro antiterror de € 13 bi

Governo cobre prejuízos de até € 10 bilhões por ano decorrentes de atos terroristas. Teto de cobertura da seguradoras é de € 3 bilhões. Acordo vale por três anos.

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Ataques nos EUA motivaram criação do novo seguro

O governo, a federação das indústrias e a associação das seguradoras da Alemanha decidiram, nesta sexta-feira (26), criar um seguro antiterror. "A nova seguradora especial terá capacidade inicial para cobrir danos no valor de 13 bilhões de euros", informou o Ministério da Finanças, em Berlim.

Deste total, € 3 bilhões serão bancados pelas seguradoras e € 10 bilhões vêm dos cofres públicos. "Isso significa que o Estado só precisa pagar o seguro, se o valor do prejuízo decorrente de um ato terrorista ou de vários atos ocorridos no período de um ano superar os € 3 bilhões", explicou o ministro das Finanças, Hans Eichel.

A garantia estatal não é gratuita e vale por três anos. O novo seguro cobrirá danos causados em edifícios, parques fabris e perdas de produção decorrentes de ataques terroristas e será oferecido a empresas com bens no valor de mais de € 25 milhões.

Grandes empresas - O acordo foi fechado numa reunião de cúpula, nesta sexta-feira, entre o chanceler federal Gerhard Schröder, o ministro das Finanças, Hans Eichel, o presidente da Federação das Indústrias Alemãs (BDI), Michael Rogowski, e o presidente da Associação das Seguradoras Alemãs(GDV), Bernd Michaels.

Segundo Eichel, principalmente as grandes empresas não estão suficientemente seguradas contra os riscos do terror. Rogowski mostrou-se "muito satisfeito" com o fato de o governo assumir essa responsabilidade social. "No caso de ataques terroristas, a indústria torna-se vítima de algo pelo que não é culpada. A iniciativa privada não tem condições de assumir sozinha esse desafio", disse.

Teto problemático - O presidente da BDI disse, no entanto, que o limite de € 10 bilhões da garantia estatal representa uma desvantagem para as seguradoras alemãs em relação às suas concorrentes européias. "Na França e Inglaterra, por exemplo, não há limite para a garantia do Estado", afirmou.

Segundo Bernd Michaels, da GDV, agora as empresas podem planejar com segurança. Ele disse que, na medida do possível, as seguradoras tentarão cobrir os prejuízos dos segurados com recursos privados.

Prêmios - Eichel explicou que os € 10 bilhões do governo vêm das garantias dadas às companhias aéreas, depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. A metade dos € 20 bilhões oferecidos à época não foi utilizada.

O seguro de responsabilidade civil das companhias aéreas foi excluído do acordo. Em troca dos € 10 bilhões disponibilizados, o governo terá uma participação nos prêmios. O percentual ainda será objeto de negociação.

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