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Mundo

Alemanha cria departamento de imigração

O ministro do Interior da Alemanha, Otto Schily, inaugurou o Departamento Federal para Imigração e Refugiados, em Nurembergue, nesta terça-feira (9).

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Ministro do Interior, Otto Schily: o órgão cria nova base para a integração dos estrangeiros

Com o novo órgão, a coalizão de governo social-democrata (SPD) e Verde visa criar uma base nova para a integração dos mais de sete milhões de estrangeiros residentes no país. O novo departamento se incumbirá de tarefas adicionais, em conseqüência da nova lei que tem por fim disciplinar a imigração e orientar a entrada de mão-de-obra especializada de países fora da União Européia, para atender às necessidades do mercado de trabalho.

O Departamento é uma versão ampliada da antiga sessão encarregada do reconhecimento de refugiados estrangeiros. Na sua inauguração, o ministro social-democrata Schily disse que ele será um dos órgãos mais importantes da Alemanha. Uma de suas tarefas novas é elaborar planos para todo o país visando promover a integração dos estrangeiros.

Enquanto isso, o chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, e o seu concorrente na eleição de 22 de setembro, Edmund Stoiber, reacenderam a discussão sobre a lei de imigração. O chefe de governo acusou o candidato da direita ao seu posto de propagar o medo contra os estrangeiros. Stoiber rechaçou a acusação, mas criticou duramente a nova legislação. Ela não limitaria a imigração, mas abriria o país para os estrangeiros, disse o líder da União Social-Cristã (CSU) e governador da Baviera.

No mesmo dia em que a lei foi aprovada, a oposição democrata-cristã (CDU) e social-cristã (CSU) ameaçou recorrer ao Tribunal Federal Constitucional para impedir que ela entre em vigor em primeiro de janeiro de 2003. Para os dois partidos, a lei incentivará a imigração em vez de discipliná-la e eles duvidam que o órgão criado agora possa fomentar a integração dos imigrantes.

Ambas legendas de centro-direita acusam também que a lei foi aprovada na câmara alta do Legislativode forma irregular. O presidente do Bundesrat, o prefeito social-democrata de Berlim, Klaus Wowereit, considerou que o Estado de Brandemburgo aprovou o projeto com o voto a favor do governador Manfred Stolpe (SPD), sem considerar o voto contra dado pela CDU, que integra a coalizão de governo naquele estado.