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Mundo

Alemanha contra plano americano para o Conselho

Entre os países que reivindicam uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, a Alemanha não é a preferida dos EUA. Proposta de Washington rejeitada por Berlim como insatisfatória.

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Indianos, japoneses, brasileiros e alemães exigem cadeira cativa na ONU

O governo alemão criticou a proposta norte-americana para reforma do Conselho de Segurança da ONU, considerando-a insuficiente. Para Berlim, a criação de apenas duas novas cadeiras permanentes e três temporárias fica aquém da reivindicação multilateral de tornar o grêmio mais representativo. O porta-voz de governo Thomas Steg lembrou que a meta da ampliação é compensar a reduzida participação de determinadas regiões do mundo no Conselho, sobretudo do Hemisfério Sul.

Discrepância no Conselho

Numa ação conjunta com o Brasil, o Japão e a Índia, a Alemanha reivindica uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU. Os quatro países propõem a ampliação do grêmio de 15 para 25 membros, entre os quais seis novos permanentes. Os EUA haviam sugerido a criação de mais duas cadeiras permanentes e duas ou três temporárias.

O governo alemão voltou a defender a proposta conjunta dos quatro países, alegando que esta seria a melhor base para legitimar as decisões e aumentar a representatividade do Conselho de Segurança, bem como atender melhor aos interesses dos países em desenvolvimento. O porta-voz do governo em Berlim acrescentou, todavia, que já considera um grande passo o fato de Washington ter se pronunciado sobre o assunto.

Preferidos no bloco dos quatro

Oficialmente, os EUA favorecem o ingresso do Japão. Em círculos diplomáticos, comenta-se que a Índia também tem chances de obter o apoio de Washington. O governo norte-americano já negou apoio a uma cadeira permanente para a Alemanha. Mesmo após a proposta norte-americana, o Japão reiterou sua adesão ao plano conjunto de reforma. O Conselho de Segurança só pode ser reformado através de uma alteração da Carta das Nações Unidas com anuência das nações com direito de veto, como os EUA.

O esboço de resolução dos quatro países reivindicadores prevê a criação de quatro cadeiras permanentes para si e mais duas para países africanos, além de mais quatro a serem assumidas em sistema de rotação. Os quatro se propõem a abdicar do direito de veto dentro do Conselho durante quinze anos. É possível que o esboço seja submetido à assembléia geral nas próximas semanas, mas bastante improvável que seja aprovado por dois terços dos diplomatas.

Terceiro maior contribuidor

Em uma recente visita aos EUA, o ministro alemão das Relações Exteriores, Joschka Fischer, já fracassara em conquistar o apoio de Washington. Com uma contribuição financeira que corresponde a 8,6% do orçamento administrativo das Nações Unidas, a Alemanha é o país que mais paga à Organização, depois dos EUA (22%) e do Japão (20%). O subsecretário de Estado para assuntos políticos em Washington, Nicholas Burns, declarou que os EUA favorecem uma ampliação moderada do Conselho de Segurança para 19 ou 20 membros. Washington não tem pressa e prefere adiar o debate para depois da apresentação do plano de reformas gerais da ONU pelo secretário geral Kofi Annan.

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