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Economia

Alemanha conta com 40 mil falências em 2002

A onda de falências e concordatas na Alemanha parece não ter fim. Os bancos estarão numa situação difícil este ano e as pequenas e médias empresas poderão ficar sem financiamento.

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Logotipo da empreiteira Philipp Holzmann, uma das grandes falências deste ano

A Alemanha enfrentará este ano uma das mais violentas ondas de concordatas e falências de sua história, embora no horizonte da conjuntura já tenham despontado os primeiros raios de sol. A lista do primeiro trimestre é encabeçada por nomes que ocuparam as manchetes nas últimas semanas: Holzmann, Fairchild-Dornier e Herlitz. Todas empresas tradicionais e de renome internacional, que pediram concordata recentemente. A elas provavelmente deve juntar-se, talvez esta semana, o KirchGruppe, o maior grupo de mídia alemão e um dos maiores do mundo.

A ponta do iceberg - A série é apenas a ponta visível do iceberg de falências. Em 2001 os casos aumentaram 14%, totalizando cerca de 32.300 empresas. Mais de 200 mil empregos foram afetados. O setor da construção civil foi o mais atingido, com 9 mil concordatas. O Centro de Informações Econômicas Creditreform calcula em 40 mil o número de concordatas este ano, um aumento de quase 25%. A insolvência de grandes empresas deverá elevar o prejuízo dos credores a mais de 30 bilhões de euros, que foi a soma referente às concordatas de 2001 no país.

O fim da recessão - A onda de falências, contudo, não impressiona os especialistas, pois isso costuma acontecer na fase final de uma recessão. "É quando as empresas esgotaram suas reservas e precisam de dinheiro novo", diz Erich Gluch, do Instituto de Pesquisas Econômicas de Munique, citado pelo diário econômico Handelsblatt. Casos de insolvência são uma espécie de indicador retardado de uma fase de desaquecimento. Mas se sinalizam o fim de uma recessão, como afirma o economista-chefe do HypoVereinsbank, Martin Hüfner, não servem como indicador de início da retomada do crescimento econômico.

Apesar de problemas específicos que as empresas acima mencionadas enfrentaram, cada qual em seu setor, todas já haviam passado por fortes turbulências no passado, tendo recebido apoio dos bancos e aval do Estado para novos créditos. Por mais diferentes que sejam as causas da falência – as principais são a falta de capital próprio e problemas estruturais - os bancos logo são apontados como responsáveis. Nos casos em questão, eles injetaram milhões em empresas que demonstraram ser "barris sem fundo". A impressão que se tem agora é de que resolveram fechar a torneira.

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