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Mundo

Alemanha comemora 30 anos na ONU

Há 30 anos, a Alemanha foi admitida como membro da ONU. Na época, o povo alemão passou a ter duas representações nas Nações Unidas – através da Alemanha Federal e da RDA, de regime comunista.

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Em 1973, duas bandeiras alemãs foram hasteadas diante da sede da ONU

A festa comemorativa será na próxima semana no Hotel Grand Hyatt, em Nova York: aproveitando a presença do chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, na Assembléia Geral da ONU, o 30º aniversário da filiação da Alemanha à Organização das Nações Unidas será festejado com grande pompa.

A Alemanha goza de grande prestígio dentro da ONU e não apenas por ser o seu terceiro maior contribuinte financeiro, depois dos EUA e do Japão, e pagar suas cotas em dia. A Alemanha também desempenhou papel relevante na prorrogação do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, na proibição de testes atômicos e na criação da Tribunal Penal Internacional. E, hoje, um grande número de soldados alemães participam das missões internacionais de paz e de segurança da ONU.

No entanto, a Organização das Nações Unidas foi fundada em 1945 e a Alemanha só foi admitida como membro a partir de 18 de setembro de 1973. As razões do atraso são históricas.

"País inimigo"

Nos anos que se seguiram à Segunda Guerra Mundial, a Alemanha – em seu todo – era vista como um "país inimigo" pela ONU, cuja fundação em 1945 fora uma reação às devastações da guerra. Posteriormente, a divisão da Alemanha e o início da Guerra Fria impediram a admissão dos dois Estados alemães. Era preciso encontrar uma fórmula de consenso para que também os alemães pudessem participar das Nações Unidas.

Isto só aconteceu em 1972, com a assinatura do chamado Tratado de Bases entre a Alemanha Federal e a RDA (a Alemanha Oriental de regime comunista), uma das principais conseqüências da chamada Ostpolitik do então chanceler federal Willy Brandt. Com ele, a República Federal da Alemanha abriu mão da aspiração de ser a única representante internacional de todo o povo alemão.

Sinal verde

Com a nova situação, tanto os aliados ocidentais – os EUA, a Grã-Bretanha e a França – como a União Soviética aceitaram também a admissão dos dois Estados alemães como novos membros da Organização das Nações Unidas. O caminho estava aberto.

Quase 28 anos depois da fundação da ONU, a 18 de setembro de 1973, a República Federal da Alemanha e a RDA foram admitidas então na organização mundial. As duas delegações foram conduzidas ao plenário e ocuparam duas fileiras, entre as delegações da Gâmbia e de Gana, separadas por um corredor de 1,80 metro de largura.

Órgãos especializados

O ingresso na ONU não foi, no entanto, o primeiro contato da República Federal da Alemanha com as entidades internacionais. Já a partir da década de 50, o país participava ativamente dos órgãos especializados da ONU, por exemplo da Unesco e da FAO. Tinha um status especial de país ativo, embora sem filiação. A RDA teve um pouco mais de dificuldade na sua aproximação com as Nações Unidas.

Dentro da ONU, os dois Estados alemães mantiveram tratamento distanciado, mas sempre cortês entre si. As suas divergências políticas jamais foram levadas abertamente ao plenário das Nações Unidas. Até 1990, as duas Alemanhas fizeram parte da ONU. Com a reunificação do país, a RDA deixou de existir e a República Federal da Alemanha passou a ser a representante única do povo alemão.

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