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Mundo

Alemanha busca apoio de países árabes para salvar plano de paz na Síria

Ministro alemão do Exterior visitará cinco países para tentar aumentar pressão sobre governo de Bashar al-Assad. Representantes da UE vão à Rússia em busca de apoio para salvar o plano de paz proposto por Kofi Annan.

O ministro alemão do Exterior, Guido Westerwelle, embarca na noite desta segunda-feira (04/06) para o Oriente Médio, na tentativa de intermediar uma saída política que encerre a violência na Síria. Nos próximos cinco dias ele visitará o Catar, os Emirados Árabes, a Turquia e o Líbano, países onde buscará apoio para tentar salvar o plano de paz proposto pelo enviado especial da ONU para a Síria, Kofi Annan.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, a visita aos países próximos à Síria tem como objetivo ter uma ideia, in loco, de como está a situação na região. Nos últimos dias vem aumentando a violência em embates entre o governo sírio e os rebeldes. Westerwelle, que começa a viagem por Doha, capital do Catar, também pretende fazer uma avaliação dos riscos de que a violência possa se espalhar para os países vizinhos.

No domingo, os conflitos na Síria voltaram a alcançar a fronteira com o Líbano. Pelo menos sete pessoas morreram e outras 22 ficaram feridas durante confrontos no norte libanês entre defensores e manifestantes contrários ao regime do presidente sírio.

Arabische Liga Doha

Liga Árabe se reuniu em Doha no fim de semana

"Amigos da Síria"

O governo alemão pretende discutir com os dirigentes dos países árabes quais passos devem ser dados para garantir a implementação do plano de Annan, apresentado em abril e que prevê o fim dos ataques tanto por parte do governo sírio quanto pela oposição. Fontes diplomáticas alemãs avaliam que os países do Golfo Pérsico exercem papel importante na Liga Árabe e no grupo "Amigos da Síria". A Turquia é considerada um parceiro fundamental nas negociações, inclusive pela sua localização.

"Diante da situação altamente complexa e perigosa na Síria, não podemos criar falsas expectativas de que uma intervenção militar possa forçar uma rápida solução", afirmou o ministro ao jornal Bild am Sonntag.

Antes de embarcar, Westerwelle terá um encontro com o novo ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, em Berlim. O presidente da França, François Hollande, não descarta uma intervenção militar na Síria.

Pressão sobre a Rússia

Westerwelle und Fabius in Berlin

Westerwelle e colega francês, Fabius, em Berlin

Em outra frente, a União Europeia tenta convencer a Rússia a ajudar na pressão sobre Assad, a fim de que o presidente sírio respeite o cessar-fogo com o qual ele mesmo havia concordado em abril passado. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, não deixou claro se irá atender aos pedidos dos representantes europeus, após reunião nesta segunda-feira com os presidentes do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, e da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

Apesar disso, segundo Van Rompuy, Putin teria afirmado também ser a favor do plano de paz de Annan. "Concordamos totalmente que o plano de Annan como um todo promove a melhor oportunidade para interromper o circulo vicioso de violência na Síria, evitando uma guerra civil. Precisamos juntar nossos esforços a fim de que isso aconteça", afirmou Van Rompuy.

Putin, no entanto, não fez qualquer menção clara à Síria em suas declarações aos jornalistas. Ao fim do encontro ele declarou à imprensa que a conversa havia sido "produtiva", mas "obviamente os dois lados não concordam com todos os pontos".

"O lado russo certamente não tem sido muito útil em encontrar soluções para uma saída política para a situação", avaliou uma fonte da União Europeia.

Rússia e China, tradicionais aliadas da Síria, têm evitado com que o Conselho de Segurança da ONU aplique sanções contra o governo sírio, que há 15 meses vem reprimindo com violência as manifestações contrárias ao regime Assad. Dez dias atrás, um massacre matou mais de 100 pessoas na cidade de Houla, dando ainda mais urgência aos esforços diplomáticos para encontrar uma solução o mais rapidamente possível. Segundo a ONU, mais de 10 mil pessoas já morreram nos conflitos na Síria.

MSB/dapd/afp/dpa/rtr
Revisão: Carlos Albuquerque

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