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Mundo

Alemanha aposta numa UE forte na luta antiterror

Na véspera da cúpula da União Européia, governo alemão exige um fortalecimento da comunidade de 15 países para enfrentar o desafio do terrorismo internacional.

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O Parlamento alemão debateu temas a serem tratados em Laeken

Uma das conseqüências dos atentados de 11 de setembro deve ser um impulso no fortalecimento da União Européia (UE). Esta foi a posição assumida pelo governo e a oposição da Alemanha, no debate do Parlamento em Berlim, nesta quarta-feira. O tema dos debates parlamentares foi a conferência dos chefes de Estado e de governo da UE, no castelo de Laeken em Bruxelas, sexta-feira e sábado próximos. Em sua tradicional declaração de governo na véspera de cada encontro da cúpula européia, o chanceler federal alemão Gerhard Schröder exigiu uma UE mais forte para enfrentar o desafio do terrorismo internacional. O ministro das Relações Exteriores Joschka Fischer destacou que a Europa cresce com as crises, sob pressão, e não por causa de convicções ou tratados.

Em Bruxelas, o presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, também exigiu mais veemência dos países membros na aplicação das reformas necessárias para a ampliação da comunidade dos quinze Estados e a garantia de seu funcionamento após o ingresso de países do Leste europeu. Schröder cobrou mais integração, não só na política externa e no livre trânsito de mercadorias e pessoas, mas também uma uniformização das legislações nacionais.

Mandado de prisão – Nesse contexto, Schröder mostrou-se satisfeito que a Itália tenha resolvido não bloquear mais a introdução do planejado mandado de prisão comum europeu para facilitar a extradição de suspeitos de terrorismo, corrupção, lavagem de dinheiro, violação sexual de menores e outros crimes. O primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi desistiu do boicote, depois de fortes pressões dos demais 14 parceiros na UE e de insinuações da imprensa européia, de que estaria defendendo interesses próprios, uma vez que ele próprio está envolvido em vários casos de corrupção em seu país.

Renovação – Um ano depois do acordo de Nice, destinado a criar as condições para a ampliação e o funcionamento posterior da UE, os líderes do atual clube exclusivo dos ricos europeus ocidentais querem dar um novo impulso para a renovação. A meta é aproximar mais a UE de seus cidadãos e manter sua capacidade após o ingresso de até dez países.

Deverá ser decidida em Laeken a criação de um grêmio composto por representantes dos governos e parlamentos dos países membros, bem como da Comissão Européia, o órgão executivo da UE. Permanece indefinido o grau de obrigatoriedade de aplicação das decisões do novo órgão comum europeu. Não se sabe também quem será o seu presidente – se o ex-presidente francês Valéry Giscard D’Estaing, o ex-premiê italiano Giuliano Amato ou o chefe do governo holandês Wim Kok.